Bolsonaro “pendurado” no TSE e 8 de janeiro desafiam oposição a Lula em seus 100 dias

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Ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reuters

Por Danilo Moliterno e Leonardo Rodrigues

A estadia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos durante os primeiros meses do ano e a possibilidade de o ex-mandatário ficar inelegível por conta de inúmeros processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fragmentaram a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dificultaram a articulação destes grupos, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

“A oposição ainda não está articulada como deveria para fazer um embate mais direto com o governo. Não sei se isso vai acontecer. Há grupos bolsonaristas dentro de partidos fisiologistas. Então a gente nem sabe o tamanho dessa oposição”, aponta a pesquisadora do Núcleo de Estudos sobre o Congresso da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Beatriz Rey.

O bolsonarismo, principal núcleo da oposição, enfrentou dias conturbados no início de 2023. Cientistas políticos ouvidos pela reportagem apontam que os atos criminosos de 8 de janeiro, a minuta golpista encontrada na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e a reunião golpista delatada pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES) desgastaram a imagem do grupo.

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