Após polêmica, Lula diz condenar “violação da integridade territorial da Ucrânia”

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Lula. Foto: EFE/André Borges

Por Fernanda Pinotti

Em encontro com o presidente da Romênia, Klaus Werner Iohannis, na terça-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou a invasão russa da Ucrânia.

“Ao mesmo tempo em que meu governo condena a violação da integridade territorial da Ucrânia, defendemos uma solução política negociado para o conflito”, disse em seu discurso.

Ele falou que ouviu com interesse as considerações do presidente romeno sobre a guerra na Ucrânia, país com o qual a Romênia divide fronteira. E que conversaram sobre as preocupações com “os efeitos da guerra, que extrapolam o continente europeu”.

“Reiterei minha preocupação com as consequências globais desse conflito em matéria de segurança alimentar e energética, especialmente sobre as regiões mais pobres do planeta”, disse Lula.

Ele também reiterou a importância de um grupo de países que possam mediar discussões sobre a paz entre Rússia e Ucrânia e a reforma do Conselho de Segurança da ONU para incluir países em desenvolvimento.

EUA e União Europeia criticam declarações de Lula

O discurso ocorre após declarações do presidente sobre a guerra da Ucrânia que geraram descontentamento dos Estados Unidos e de países da Europa, nas quais insinuou que EUA e UE teriam propiciado o prolongamento do conflito e que a decisão da batalha teria sido tomada “por dois países”.

Em entrevista à imprensa em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, no domingo (16), Lula afirmou: “O presidente Putin não toma iniciativa de paz. O Zelensky não toma iniciativa de paz. A Europa e os Estados Unidos terminam dando contribuição para a continuidade dessa guerra”.

O porta-voz de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, disse que Lula “está reproduzindo propaganda russa e chinesa” e que os comentários foram “simplesmente equivocados”.

Peter Stano, porta-voz principal para Assuntos Externos da União Europeia, destacou que “os Estados Unidos e a União Europeia trabalham juntos, como parceiros de uma ajuda internacional. Estamos ajudando a Ucrânia em exercícios para legítima defesa”.

O porta-voz da diplomacia ucraniana, Oleg Nikolenko, reforçou, na terça-feira (18), o convite para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visite o país “a fim de compreender as reais razões e a essência da agressão russa”.

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