China se esquiva de perguntas sobre construção de base de espionagem em Cuba

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Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Wang Wenbin durante entrevista coletiva em Pequim. Foto: Reuters

O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu diretamente a uma pergunta sobre relatos de supostos planos de abertura de uma base de espionagem em Cuba, dizendo que “não está ciente” da situação. O órgão ainda acusou os Estados Unidos de criar boatos, difamar e interferir nos assuntos internos de outros países.

“Os Estados Unidos devem refletir sobre si mesmos e parar de interferir nos assuntos internos de Cuba sob a bandeira da liberdade, democracia e direitos humanos”, disse o porta-voz Wang Wenbin na sexta-feira (9).

O porta-voz também incentivou o Washington a acabar imediatamente com o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba.

Cuba nega relatos sobre base chinesa

O vice-chanceler de Cuba, Carlos Fernández de Cossio, negou na última quinta-feira (8) que a China esteja instalando uma base de espionagem no país latino-americano, depois que informações de inteligência dos Estados Unidos indicaram que a ilha havia concordado com a construção.

Em entrevista coletiva em Havana, Fernández de Cossio qualificou as reportagens sobre a base de espionagem como “totalmente falsas” e “caluniosas”.

Mais cedo, também na quinta-feira, duas fontes familiarizadas com a inteligência disseram que Cuba havia permitido que a China construísse uma instalação de espionagem na ilha que permitiria aos chineses espionar as comunicações eletrônicas em todo o sudeste dos EUA.

Os Estados Unidos souberam do plano nas últimas semanas, disse uma fonte, e não está claro se a China já começou a construir a instalação de vigilância.

Não seria a primeira vez que a China tenta espionar as comunicações eletrônicas dos EUA, conhecidas como inteligência de sinais. Um suposto balão espião chinês que transitou pelos Estados Unidos em fevereiro foi capaz de coletar sinais de inteligência e acredita-se que os tenha transmitido a Pequim quase em tempo real, disseram fontes na época.

Nesse caso, os Estados Unidos tomaram medidas para proteger locais sensíveis e censurar sinais de inteligência antes de derrubar o balão. Mas não está claro o que os Estados Unidos podem fazer para impedir a construção de uma instalação de espionagem chinesa em Cuba.

Wall Street Journal foi o primeiro a relatar a nova inteligência sobre a instalação.

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