1) Denúncias contra Bolsonaro
O senador declarou em uma transmissão ao vivo, na madrugada do dia 2 de fevereiro deste ano, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o teria o coagido a participar de um plano que resultaria em um suposto golpe de Estado.
No mesmo dia ele afirmou que o ex-deputado federal Daniel Silveira o levou à reunião para tratar sobre um golpe de Estado. Do Val também afirmou que avisou o ministro do STF Alexandre de Moraes sobre o plano e disse não ter sido coagido por Bolsonaro, que teria ficado calado durante a reunião.
O senador também divergiu sobre o local em que o encontro teria ocorrido, citando o Palácio da Alvorada, a Granja do Torto e o Palácio do Jaburu.
Moraes abriu um inquérito para apurar as ações do senador no dia seguinte a essas declarações.
Segundo o ministro, o senador Marcos do Val “apresentou, à Polícia Federal, uma quarta versão dos fatos por ele divulgados, todas entre si antagônicas”, havendo assim “a pertinência e necessidade de diligência para o seu completo esclarecimento, bem como para a apuração dos crimes de falso testemunho, denunciação caluniosa e coação no curso do processo”.
2) Promessa de deixar a política
Após oferecer uma série de versões contraditórias sobre a reunião e o suposto plano golpista, o senador chegou a dizer que “um dia as pessoas vão entender” e que o seu “objetivo foi atingido”.
Na mesma transmissão ao vivo, com Arthur do Val (Mamãe Falei) e Renan Santos, do Movimento Brasil Livre (MBL), Do Val também havia anunciado que deixaria a política e renunciaria ao cargo após ter sido chamado de “traidor”. Entretanto, horas depois, disse que a decisão ainda não estava fechada.
A live com os integrantes do MBL foi feita para que Do Val se defendesse das acusações, feitas pelo próprio movimento, de que ele teria traído a base bolsonarista e votado em Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para as eleições à Presidência do Senado.
3) Envolvimento com a Swat
Do Val se declara fundador do Centro Avançado em Técnicas de Imobilizações (Cati), que desenvolve técnicas de imobilizações táticas para o preparo de agentes de segurança pública e privada, e membro honorário da Swat do Texas. Essa informação, no entanto, é questionada por seus rivais políticos.
Swat é a sigla em inglês para Special Weapons and Tactics, uma unidade policial dos Estados Unidos altamente especializada.
Ele diz ser mestre em aikido, uma arte marcial de origem japonesa, com diplomação e credenciamento pela federação internacional da modalidade.
Em sua biografia, o senador afirma que sua empresa treinou agendes da Swat, Nasa, FBI, Navy SEALs, do Vaticano e de outras 120 corporações policiais dos Estados Unidos, Brasil, China, França, Espanha entre outros países.
Pouco depois da operação da Polícia Federal desta quinta-feira, o senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) publicou um tweet no qual ironizou: “Tá rolando Operação da SWAT???”.
4) Foto de sunga
Em maio deste ano, durante um bate-boca na Comissão de Segurança Pública do Senado, o ministro da Justiça, Flávio Dino, ironizou o envolvimento de Do Val com a Swat: “Se o senhor é da Swat eu sou dos Vingadores”, disse Dino.
O atrito entre Dino e Do Val levou o senador a iniciar outra polêmica. Ele respondeu um internauta no Twitter com uma montagem na qual os dois aparecem de sunga, lado a lado, com a frase “Cada um usa a arma que têm!”. E as palavras “SWAT” embaixo de sua foto e “vingador” embaixo da foto de Dino.
5) Empurrões durante a CPI da Pandemia
Durante a CPI da Pandemia, em 2021, Do Val se desentendeu com o então deputado Luís Miranda durante o intervalo da sessão. Eles chegaram a trocar empurrões e tiveram de ser separados por outros parlamentares.
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