Dilma não ficou inelegível após sofrer impeachment em 2016; entenda
Dilma Rousseff. Foto: EFE/ Sáshenka Gutiérrez
Por Lucas Schroeder
A ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que sofreu impeachment em 2016, não ficou inelegível após ser condenada pelo Senado por crime de responsabilidade. Na sexta-feira (30), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Jair Bolsonaro (PL) inelegível por oito anos.
No julgamento da petista, a Casa realizou duas votações distintas: uma para afastar definitivamente a chefe do Executivo e outra para decidir se ela perderia ou não seus direitos políticos.
Inicialmente, estava prevista uma única votação para o impedimento e a perda de direitos políticos, o que tornaria a presidente inabilitada para o exercício de qualquer função pública – esse foi o rito, por exemplo, do julgamento de Fernando Collor em 1992.