“Não tive com o presidente nenhuma conversa a esse respeito”, declarou Alckmin em agenda em Taubaté, no interior paulista.
“Mas vamos conversar. Cargo de ministro é de confiança do presidente da República, a minha disposição é servir, ajudar o Brasil e colaborar com o governo do presidente Lula”, disse o vice-presidente.
Na última sexta-feira (4/8), o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), responsável pela articulação política no Congresso, confirmou que os deputados André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) assumirão ministérios no governo Lula.
Desde a aprovação da reforma tributária na Câmara, pessoas próximas a Lula admitem que o presidente decidiu abrir espaço ao Centrão no governo para ampliar a base aliada. No entanto, o petista ainda não bateu o martelo sobre quais pastas deve ceder para os novos ministros.
Para dar espaço a nomes de novos partidos, o governo avalia quais cargos deve alterar na reforma ministerial. Estão na mira do Centrão pastas como Saúde, Desenvolvimento Social, Esporte, Ciência e Tecnologia e Portos e Aeroportos.
Embora o MDIC não seja pleiteado por nenhum partido de fora do governo, o presidente estuda realocar um de seus ministros na pasta atualmente ocupada por Alckmin.
Segundo o jornalista Igor Gadelha, Lula teria dito a aliados que o vice só deixaria o cargo se pedisse, ou seja, que teria de partir do próprio Alckmin a ideia de sacrificar o posto para ampliar a base no Congresso.