Lula diz que Putin e Zelensky precisam ficar ‘sensíveis’ aos mortos da guerra na Ucrânia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o programa "Conversa com o Presidente", na terça-feira (4). Foto: Lula

Por Guilherme Mazui

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu na quinta-feira (24) que os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tenham sensibilidade em relação aos mortos e refugiados pela guerra e passem a pensar em paz.

Lula deu a declaração a jornalistas após o encontro dos líderes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), realizado em Joanesburgo. Putin participou por videoconferência do encontro realizado na África do Sul, já que tem contra ele um mandando de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional.

“Não se trata de você decidir apoiar um país. Se trata de que é preciso alguém começar a falar em paz no mundo. A gente precisa provocar tanto a cabeça do Putin quanto a cabeça do Zelensky para pensar em paz. Essa guerra já está há mais de um ano. É preciso que os presidentes fiquem sensíveis, sabe, não para mim, mas para as pessoas que morrem, para os 8 milhões que estão fora da Ucrânia com medo da guerra ou fugindo da guerra”, disse Lula.

De acordo com uma reportagem publicada pelo americano “New York Times”, o número de mortos na guerra da Ucrânia chegou a cerca de 190 mil. As estimativas foram feitas por oficiais das Forças Armadas dos Estados Unidos. A Ucrânia e a Rússia não divulgaram os números de baixas.

Na entrevista, o presidente voltou a afirmar que o Brasil condena a invasão do território ucraniano pelas tropas russas há um ano e meio, e reforçou que está disposto a participar de negociações para encerrar o conflito.

“Em qualquer fórum que eu estiver presente, eu não vou falar em guerra. Eu vou falar em paz”, afirmou Lula.

O presidente brasileiro já havia tratado da guerra em um dos discursos que fez durante a cúpula do Brics. Na quarta-feira (23), ele disse que não se pode ficar indiferente às mortes e à destruição e defendeu um cessar-fogo imediato.

Lula, no entanto, não fez críticas diretas à Rússia, o país invasor responsável pelo conflito. Putin, a partir de Moscou, falou na sequência, acusando o Ocidente de provocar a guerra e defender o que chama de “operação militar especial na Ucrânia”.

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