Durante uma rodada de perguntas de jornalistas na manhã de sábado, Lula afirmou que é necessário discutir a dívida para achar uma solução.
“Se a gente não começar a discutir agora, não vamos encontrar uma solução nunca. O FMI e os países têm que levar em conta isso. A gente precisa resolver o problema de milhões de pessoas que passam fome no mundo. A gente precisa começar a resolver o problema da desigualdade. O que nós queremos é apenas que as pessoas compreendam”, disse Lula.
No início da semana passada, o presidente brasileiro já havia criticado a atuação do FMI junto a países pobres. Segundo o presidente, o Fundo Monetário Internacional ignora as crises dos países ricos e se aproveita dos subdesenvolvidos para difundir seus interesses políticos.
“Eu fico, às vezes, irritado porque, quando houve a crise em 2008 nos países ricos, o FMI não se manifestou. Até parecia que o FMI não existia. Agora, quando tem crise em qualquer país pequeno, seja na África, seja na América Latina, o FMI resolve dar palpite, falar e meter o bico, quando eles deveriam ajudar. O dinheiro que eles colocam lá é como se fosse um cabresto. O país fica preso àquilo, e não consegue sair”, criticou Lula.