Além de joias e ataque às urnas, Bolsonaro tem mais preocupações na PF
Ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reuters
Por Ricardo Noblat
A investigação mais antiga contra Jair Bolsonaro (PL) na Polícia Federal (PF) pode ganhar novas direções em setembro, com a troca do procurador-geral da República. O inquérito que apura a suposta interferência na PF completou três anos em abril e foi rejeitado pelo atual PGR, Augusto Aras, que já pediu o arquivamento do caso. Agentes próximos à investigação apostam que as apurações podem avançar com um novo procurador escolhido por Lula (PT).
O caso teve origem em abril de 2020, quando o então ministro da Justiça, Sergio Moro, se demitiu e acusou Jair Bolsonaro de interferir na PF. Segundo o Moro da época, o ex-presidente buscava acesso às investigações em andamento para “beneficiar aliados”.