Brasil apoia convocação da Assembleia-Geral da ONU para driblar veto dos EUA no Conselho de Segurança, dizem fontes

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Sede das Nações Unidas em Nova York. Foto: Reuteres

por Daniel Rittner

Na tentativa de driblar o veto dos Estados Unidos no Conselho de Segurança e aprovar uma resolução pedindo a desescalada do conflito Israel-Hamas, o Brasil resolveu apoiar a iniciativa de convocação extraordinária da Assembleia-Geral da ONU.

As sessões especiais de emergência das Nações Unidas foram criadas na década de 1950 e usadas apenas 11 vezes em toda a história do organismo. A última convocação ocorreu para tratar da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Desta vez, dois blocos — o Grupo Árabe (formado por 20 países) e a Organização para a Cooperação Islâmica (que reúne 57 nações de maioria muçulmana) — apresentaram formalmente um pedido para convocação da Assembleia-Geral.

Esses blocos congregam países como Arábia Saudita, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Irã, Nigéria, Marrocos e Turquia. Eles pediram que seja retomada a 10ª sessão de emergência, convocada inicialmente em 1997, que discutia o conflito entre Israel e Palestina,

As resoluções na Assembleia-Geral só precisam de maioria simples, entre os 192 votos possíveis, para serem aprovadas. Não há poder de veto, como no Conselho de Segurança.

A convocação extraordinária é debatida pelo conselho, integrado por cinco membros permanentes e 10 não permanentes (entre os quais o Brasil), mas também não há possibilidade de veto nesse caso.

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