Mulher procura hospital de Campina Grande sentindo dores e dá à luz sem saber que estava grávida
Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande — Foto: João da Paz/Ascom Trauma de Campina Grande
Uma mulher de 20 anos, que não teve a identidade revelada, deu à luz a um bebê prematuro no Hospital de Trauma de Campina Grande, na segunda-feira (13). De acordo com a unidade, a mulher deu entrada no hospital relatando dores abdominais muito fortes, sem saber que estava grávida. O bebê não resistiu e acabou morrendo.
A assessoria de imprensa do Trauma de Campina Grande explicou que a mulher chegou no local por volta das 9h de segunda-feira (13), relatando uma dor abdominal, após uma queda que teria sofrido.
Nos atendimentos clínicos, a equipe médica suspeitou que a mulher estava em trabalho de parto e, por conta disso, a mulher passou por uma ultrassonografia abdominal (USG). No exame, foi identificado presença de um feto, com batimentos cardíacos presentes.
Ao retornar para reavaliação médica, a paciente disse que a dor piorou e apresentou expulsão de saco gestacional contendo recém-nascido vivo, ou seja, a mulher deu à luz. Depois do procedimento, o bebê foi encaminhado para a UTI pediátrica da unidade.
Na UTI, o bebê de 23 semanas e 300 g, teve que ser auxiliado com ventilação mecânica e foi realizado cateterismo umbilical, além de ter sido colocado em berço aquecido para mantê-lo em boas condições.
O Hospital de Trauma de Campina Grande informou anteriormente que o estado de saúde da criança era instável, e que precisava receber continuamente assistência pela equipe médica do local. No entanto, também conforme a unidade, o bebê acabou morrendo na tarde de segunda-feira (13).
Já a mãe se encontra estável e será encaminhada ao Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) para seguimento do tratamento.
A pediatra que atendeu a criança, Noadja Cardoso, disse que a equipe médica do local tomou um susto com a situação, porque costumam atender outros tipos de caso, por se tratar de uma UTI geral.
“Foi um susto pra nós, porque somos uma UTI geral, uma UTI infantil, mas não neonatal, mas atendemos e o bebê ainda estava dentro da placenta. Foi rompido essa placenta no momento do atendimento, a criança estava com a frequência cardíaca presente, e movemos todo o atendimento necessário”, explicou.
Além disso, a médica explicou que por se tratar de um recém-nascido de 23 semanas e com apenas 300 g, é possível chamar de um caso extremo de nascimento prematuro.