Sinal amarelo
A perspectiva de saída de Gleisi, entretanto, acendeu o sinal amarelo no comando da legenda.
Como presidente do partido, a deputada coordena todo o processo de eleições municipais e teria que ser substituída por um nome forte, capaz de mediar disputas internas e ajudar na interlocução com aliados nas capitais.
O PT antecipa uma campanha difícil no ano que vem e considera prioridade absoluta melhorar seu desempenho nas urnas nas principais capitais.
A ida de Gleisi para o governo, segundo fontes petistas, é tida como “bastante provável”.
Gleisi é citada como alternativa, principalmente, para uma função no núcleo político. Casa Civil, Secretaria-Geral e até Planejamento são citados entre as especulações.
Quem substituiria Gleisi?
Entre os cotados para substitui-la no comando do PT, está, por exemplo, Edinho Silva, hoje prefeito de Araraquara e um dos mais fiéis escudeiros de Lula.
Também é mencionado o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macedo, possível alvo da reforma.
Outro citado com frequência é Emidio de Souza, um dos mais próximos de Lula no PT paulista. Emidio, atualmente, ensaia uma candidatura à prefeitura de Osasco.
Para trocar o comando partidário, o PT precisa discutir uma série de processos internos.
Mandato extendido
O chamado Processo de Eleições Diretas (PED), que define todas as instâncias de direção da sigla, foi adiado para 2025. A extensão do mandato de Gleisi, que terminaria neste ano, veio a pedido do próprio presidente Lula. O argumento dado à época pelo mandatário era que Gleisi seria “essencial” na função.
Um problema é que eventuais cotados para a vaga tendem a demandar um mandato completo no comando da legenda.
A ideia de um mandato tampão incomoda a parte dos líderes da sigla, porque a forte disputa interna e complexidade das forças petistas poderiam se transformar em fonte de desgaste do escolhido.
Um dirigente petista disse que enxerga nessa questão até mesmo um potencial motivo para Lula desistir de mexer no comando do PT.