Esquerda brasileira se divide sobre Maduro em meio à ofensiva na Guiana
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Foto: EFE/Prensa Miraflores
por Pedro Venceslau
A ofensiva do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para criar o Estado da Guiana Essequiba no território da Guiana pode esfriar a relação histórica de apoio e solidariedade de partidos de esquerda brasileiros com o regime do país vizinho.
As legendas deste campo, que sempre estiveram ao lado do chavismo e chamaram de “democráticas” as eleições venezuelanas de 2020 (apesar das acusações de fraude e do boicote da oposição), agora estão em silêncio ou são críticas aos movimentos na Guiana, com exceção do PCdoB.
A secretaria de Relações Internacionais da legenda, Ana Prestes, defende que quem rompeu “unilateralmente” o acordo sobre a região foi a Guiana em 1966 “com incentivo e apoio dos Estados Unidos e da Exxon, depois da descoberta de uma reserva projetada de 11 bilhões de barris de petróleo”.