Aliados de Lula defendem solução rápida para Ministério da Justiça para evitar conflito com Dino aprovado para STF

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Presidente Lula e Flávio Dino, durante lançamento do Programa de Ação na Segurança (PAS). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Andréia Sadi, Isabela Camargo

Após a aprovação de Dino para o STF, aliados do presidente Lula ouvidos por esta reportagem defenderam, na noite de quarta-feira (13), que o presidente dê um desfecho rápido para sucessão na Justiça.

Eles argumentam preocupação com que Dino, agora ministro da STF, siga no comando da pasta que tem sob seu guarda-chuva a PF — que toca investigações e pode deflagrar operações que tenham que ser despachadas com o ministro da pasta.

Como Dino estará na corte, uma das preocupações de ministros de Lula que defendem esse desfecho rápido é de evitar que a oposição questione a atuação do futuro líder da pasta se algum caso daqui até a posse, em fevereiro, for deflagrado.

Favorito

O ministro aposentado do STF, Ricardo Lewandowski, é consenso entre apoiadores do presidente Lula para Ministro da Justiça. Até alas do PT que buscavam mais cargos no governo admitem a possível indicação. O entendimento é de que Lewandowski seria um nome de equilíbrio para dialogar com outros poderes.

De forma reservada, pessoas próximas ao ministro afirmam que ele tem vocação para atividade pública e classifica como “irrecusável” um convite, se ocorrer, do presidente Lula.

Se o convite for feito, Lewandowski poderá reproduzir no Ministério modelo de atuação que teve como presidente do Conselho Nacional Justiça (CNJ) quando criou um sistema de aplicativo para acompanhar o cumprimento das penas para evitar que presos ficassem detidos além do tempo.

Ainda segundo interlocutores, Levandowski só aceitaria o cargo se tivesse liberdade para montar o próprio gabinete. Neste sentido, o nome de

Manoel Carlos de Almeida Neto, ex-secretário-geral do STF e do TSE, é visto como natural para secretaria-executiva, cargo que hoje é ocupado por Ricardo Cappelli. Manoel Carlos está na advocacia privada, mas é muito leal à Lewandowski.

No Palácio do Planalto, interlocutores do presidente Lula não cravam nomes, mas acreditam que o Ministério será mantido com a Segurança Pública. Outra garantia é que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ficara no cargo- já que é um nome da confiança de Lula.

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