Pesquisadores alertam sobre os efeitos devastadores dos megaincêndios para a Amazônia
Área desmatada por incêndio na Amazônia. — Foto: Reprodução/TV Globo
Na Amazônia, a seca é uma das responsáveis pelo fenômeno que os pesquisadores chamam de “megaincêndio”.
Barulho de folha seca não combina com floresta úmida. Nem o cinza das árvores. E muito menos fumaça.
São rastros de um evento devastador para o equilíbrio da Amazônia: o megaincêndio. As imagens mostradas na reportagem foram gravadas na região do Baixo Tapajós, perto de Santarém.
O megaincêndio é muito maior que um incêndio florestal típico: o fogo consome áreas equivalentes a dez mil campos de futebol. A destruição deixa cicatrizes gigantes e marcas irreversíveis no ecossistema.
“Mesmo 30 anos depois de um incêndio florestal, as florestas ainda armazenam 25% a menos de carbono do que uma floresta que nunca pegou fogo. E a biodiversidade é completamente diferente numa área não queimada, tanto em termos de fauna quanto de flora”, explica a pesquisadora Erika Berenguer.