Janja visita Praça dos Três Poderes e critica conservação da área: ‘Abandonada’
Janja
Por Guilherme Mazui, Pedro Henrique Gomes
A primeira-dama, Janja da Silva, visitou na tarde de sexta-feira (5) a Praça dos Três Poderes, em Brasília. Durante o passeio, ela criticou o estado de conservação do local.
“Não é possível o principal, vamos falar, ponto turístico de Brasília, que é a Praça dos Três Poderes e, agora em janeiro, final de ano, todo mundo vem conhecer, está abandonada”, disse.
A primeira-dama caminhou até a praça, em frente ao Palácio do Planalto. Janja passou pelo local e retornou em seguida ao palácio, quando conversou com jornalistas.
A primeira-dama afirmou que, após pedido da ministra da Gestão, Esther Dweck, o governo do Distrito Federal fez o corte da grama na área que, segunda Janja, já estava “a meio metro de altura”. Ela também disse que buscará esforços para recuperação do local.
“Vamos recuperar a praça porque a Praça dos Três Poderes é um símbolo da democracia. E ela precisa estar apresentável para os turistas que vem”, afirmou.
A manutenção do espaço é de responsabilidade do governo do Distrito Federal. Em nota, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec) informou que está em fase de adequação do projeto de restauro da praça, “uma vez que o projeto precisa atender novas exigências do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] quanto a validação por arquiteto especialista em patrimônio por se tratar de um patrimônio tombado”.
“É importante reforçar que não se trata apenas de reforma ou recolocação das pedras, mas, sim, de um trabalho de restauração. A Secec segue ativamente em monitoramento dos danos e tão logo apresentará o projeto adequado para iniciar a reforma”, diz a nota.
Em fevereiro do ano passado, o governo local apresentou para análise do Iphan uma proposta para reforma do piso da Praça dos Três Poderes. No entanto, até junho do ano passado, o plano não tinha sido aprovado.
Iphan
Em nota enviada ao site g1, o Iphan frisou que o GDF é o “responsável pela manutenção do local”. E que cabe ao Iphan orientar e dar diretrizes para a restauração do espaço.
No comunicado, o Iphan também explica que já se manifestou quatro vezes sobre diferentes versões do projeto de restauração submetido pela Secec. E que, após a apresentação de um novo projeto pelo GDF, o documento será analisado pelo Iphan “com a maior brevidade possível”.