Israel fez reunião ‘civilizada’ a portas fechadas com embaixador, e Itamaraty vê armadilha
O chanceler de Israel, Israel Katz (à esq.), fala com jornalistas ao lado do embaixador do Brasil, Frederico Meyer, no Museu do Holocausto - Ahmad Gharabli/AFP
por Fábio Zanini
Mais que um circo, o Itamaraty considera que a maneira como o governo de Israel deu uma reprimenda ao embaixador brasileiro, Frederico Meyer, foi uma armadilha.
Isso porque em frente às câmeras, dentro do Museu do Holocausto, o chanceler Israel Katz passou uma descompostura no governo brasileiro em hebraico, sem que Meyer pudesse compreender o que era dito.
O motivo da irritação israelense é a comparação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os ataques ao Hamas na faixa de Gaza e o Holocausto.
Além disso, houve uma reunião fechada entre Meyer e Katz com tom muito mais formal e civilizado, como é praxe diplomática em situações do tipo. Ou seja, para o Brasil ficou claro que a postura do governo Binyamin Netanyahu é uma sob os holofotes e outra longe deles.