Comissão vai cancelar 2.500 anistias a ex-cabos da FAB

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Militares transportam tanques em São Paulo (SP) no primeiro dia após a derrubada do governo de João Goulart - 01.abr.64/Folhapress

A Comissão de Anistia se prepara para anular cerca de 2.500 anistias concedidas a ex-cabos da FAB (Força Aérea Brasileira), que foram demitidos por uma portaria da instituição em outubro de 1964.

A medida ocorre após o STF (Supremo Tribunal Federal) decidir, em 2019, que a administração pública poderia rever atos de concessão de anistia quando ficasse comprovada a a ausência de ato com motivação exclusivamente política.

O entendimento foi que a portaria havia sido publicada para definir o período em que os cabos deveriam permanecer na FAB —oito anos—, e que era preciso comprovar fator político-ideológico para a expulsão do militar. Na avaliação do Supremo, o documento não seria um ato de exceção.

A decisão contrariava entendimento anterior da Comissão de Anistia, que considerava a portaria ato político.

“Todos os casos de cabos da FAB em que a fundamentação de perseguição política era a incidência da portaria, concedidas ao longo dos últimos 22 anos, têm que ser anuladas”, diz a presidente da Comissão de Anistia, Eneá de Stutz e Almeida.

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