Pimenta diz que é ‘político como Leite e prefeitos’; atuação como ministro da reconstrução do RS deve durar 6 meses
Paulo Pimenta e Lula. — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
O ministro extraordinário da Reconstrução falou para a jornalista Andréia Sadi na quinta-feira (16) e rebateu as críticas sobre sua escolha para o cargo. Para Pimenta, as falas que apontam a atuação dele no cargo como uso político e de que estaria de olho em 2026 são infundadas e “de quem não o conhece”.
Pimenta é apontado como pré-candidato ao governo do Estado em 2026 – mas, segundo a jornalista Andréia Sadi apurou, o plano é sair para o Senado. Ele disse ter uma “excelente relação “com o governador Eduardo Leite (PSDB) e prefeitos.
“Tenho excelente relação com Leite e prefeitos, nunca perguntei partido e vou seguir assim. Sou político? Sou político. Assim como Leite e prefeitos, mas agora é separar as coisas e reagir de forma institucional“.
Na quarta (15), a imprensa mostrou críticas do PSDB ao PT pela escolha de Pimenta por temerem que a polarização se acirre. Pimenta diz entender as críticas – mas que o “tempo vai mostrar” que ele está no Sul para cumprir missão de ajudar ao povo gaúcho, em integração com governador e prefeituras.
Fonte do governo diz que a estimativa da nova pasta é de que os projetos desenvolvidos junto aos ministérios sejam aprovados entre 4 e 6 meses. Após o encaminhamento desses projetos, a jornalista Andréia Sadi apurou que o desejo de Pimenta é retornar à Secom.
Primeiros compromissos

Na função, a primeira agenda como ministro foi ir até Rio Grande (RS) na noite da quarta-feira (15) para uma reunião de trabalho no Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) Atlântico, maior embarcação da Marinha do Brasil e que apoia as operações de salvamento e de infraestrutura a partir da cidade de Rio Grande (RS).
A reunião envolveu todo o comando da Marinha que atua na operação Taquari 2, atuando na parte de salvamento, apoio e donativos.
Na quinta-feira (16), Pimenta se reuniu com os prefeitos da região metropolitana, como Guaíba, Eldorado e São Leopoldo para discussão de plano emergencial nesses municípios. O ministério extraordinário trabalha ainda para definir a sede no Rio Grande do Sul, que deve ser em algum prédio federal.
Uma fonte no novo ministério aponta que a atuação deve ocorrer em três frentes:
- relação com o governo estadual;
- relação com as prefeituras;
- articulação com os diferentes órgãos de governo.
O governo planeja desenvolver metas junto aos ministérios para reconstruir os serviços essenciais. Essa fonte cita que conversas que devem ser feitas com os ministérios da Saúde, Infraestrutura, Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Portos e Aeroportos, Educação, entre outros.
“O presidente Lula quer fazer um grande estudo definitivo para que essa situação não se repita”, diz essa fonte.
O governo garante que o ministério vai ter uma estrutura técnica, com a finalidade de acompanhar os projetos de outros ministérios e orientar as prefeituras. “Não é um ministério executor, mas de formulação, coordenação e articulação das ações do governo”, completa.