Jucilei, ex-Corinthians, e Sasha Meneghel estão entre vítimas do Sheik dos Bitcoins; veja esquema
Sasha Meneghel fala sobre ansiedade e distúrbio de imagem na infância e adolescência - @sashameneghel no Instagram
O Fantástico do domingo passado (15) mostrou detalhes de um esquema bilionário que prometia grandes lucros para quem investisse as economias em bitcoins, um tipo de criptomoeda.
Sasha Meneghel, filha de Xuxa, e o marido abriram processo contra Francisley Valdevino da Silva, conhecido como Sheik dos Bitcoins, para tentar recuperar R$ 1,2 milhão que investiram. O ex-jogador Jucilei, ex-Corinthians, investiu R$ 45 milhões em valores atualizados.
Segundo a polícia, o esquema de Francisley produziu 15 mil vítimas no Brasil.
“Meu pai trabalhou a vida inteira. Se aposentou no ano passado. Ele pegou o dinheiro da aposentadoria e botou lá”, relata o familiar de uma vítima.
‘Sheik dos Bitcoins’ e esquema de pirâmide
Uma investigação do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos apontou que Francisley está envolvido em um esquema de pirâmide e que o prejuízo dos investidores era de US$ 50 milhões, o equivalente a R$ 280 milhões.
Os agentes americanos pediram ajuda à Polícia Federal brasileira para levantar dados sobre Francisley. E a PF descobriu que, no Brasil, havia problemas em duas empresas dele: a Rental Coins e a InterAg.
Francisley foi alvo de uma operação com mandados de busca e apreensão em 20 endereços ligados a ele. A investigação determinou que em 2022, o valor total movimentado por essa estrutura criminosa girou em torno de R$ 4 bilhões.

Prisões
O Sheik do Bitcoin chegou a ser preso, mas não mudou de hábitos. Informações e vídeos que fazem parte da investigação mostram que, mesmo com o escândalo, ele seguia montando esquemas – dessa vez usando os nomes de ex-funcionários para abrir novas empresas. No mês passado, ele voltou a ser preso pela PF.
Francisley é suspeito no Brasil pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraudes contra o sistema financeiro. É réu, ao lado dos sócios da Forcount, em um processo semelhante nos Estados Unidos.
Em um vídeo nas redes sociais, Nestor Nunes, o ator que fazia o papel do CEO Salvador Molina alegou ter sido iludido pelo brasileiro. Ele está detido nos Estados Unidos e será julgado pela participação na farsa bilionária.