“É uma coisa que você leva para sempre”, diz vítima de estupro em documentário sobre Robinho
Robinho. Foto: Reprodução
A série documental realizada pela Globo sobre a condenação do ex-jogador Robinho a nove anos de prisão por estupro coletivo ganhou uma data de estreia: no próximo dia 30 de outubro a produção será exibida no Globoplay.
“Meu Nome é Mercedes” é o título do primeiro episódio do programa, que apresentará uma entrevista inédita com a vítima de violência sexual. Segundo a Globo, ela aceitou ter o seu primeiro nome revelado, Mercedes.

“O tempo ajuda. O tempo é o melhor remédio. Mas não apaga. É uma coisa que você leva sempre dentro de você”, diz a jovem na série, ao relembrar o que aconteceu na madrugada de 22 de janeiro de 2013, em uma boate em Milão.
A conversa foi realizada na Albânia, em italiano. A imagem da vítima não será divulgada. Ela será mostrada sempre no escuro.
Os outros três episódios de “O Caso Robinho” exibirão também trechos da entrevista com Mercedes, além de detalhes da investigação e áudios de diálogos de Robinho com os outros envolvidos no crime. A produção apresenta ainda depoimentos de autoridades e testemunhas.
O ex-jogador não deu entrevista. A emissora afirma que o procurou, assim como a mulher dele e os amigos implicados no caso, mas nenhum deles quis se pronunciar.
A série foi realizada pelo Núcleo de Documentários do Esporte da Globo. A direção é de Rafael Pirrho e Carol Zilberman.
O ex-jogador, que defendeu a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2010, está preso por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde março deste ano. Ele cumpre no Brasil a condenação de nove anos de prisão que lhe foi imposta pela Justiça italiana sob a acusação de estupro coletivo. Robinho sempre negou ter cometido qualquer crime.
Segundo a investigação do Ministério Público italiano, Robinho e outros cinco amigos praticaram violência sexual de grupo contra a vítima, que foi embriagada por eles e, inconsciente, levada para o camarim do estabelecimento, onde foi estuprada várias vezes.
Ricardo Falco, amigo do jogador, também foi condenado. Por terem deixado a Itália durante a investigação, os outros quatro homens acusados de participar do ato não puderam ser notificados, e o caso deles foi desmembrado do processo.