Centrais sindicais reclamam de não serem recebidas pelo governo Lula para falar de pacote de gastos
Ato das centrais sindicais no 1º de Maio Unificado, em 2024, na Neo Química Arena, em Itaquera (SP)
A reunião de representantes do governo Lula com movimentos sociais no Palácio do Planalto na próxima semana criou insatisfação com as centrais sindicais, que há tempos vêm pedindo para serem recebidas.
O encontro ocorrerá na próxima segunda-feira (16) e reunirá cerca de 300 lideranças, de entidades que integram o Conselho de Participação Social.
“Pedimos logo depois do anúncio do pacote para conversar com o governo e não tivemos resposta. Não queremos ir para bater palma, mas para tratar de diversos temas que estão preocupando o conjunto da classe trabalhadora, como as mudanças no reajuste do salário mínimo, no BPC (Benefício de Prestação Continuada) e no INSS”, diz João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical.
Ele diz que a insatisfação é comum às seis centrais representadas no fórum das entidades dos trabalhadores (CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSB e Nova). “Queremos ser recebidos como representantes que somos dos trabalhadores”, afirma.