Filiação de Bolsonaro ao PL chamusca fama de Valdemar em Brasília
Valdemar Costa Neto.
Por Guilherme Amado
A filiação de Bolsonaro ao PL chamuscou a fama que Valdemar Costa Neto, o chefe do partido, sempre carregou em Brasília.
Apesar de ter sido preso no escândalo do mensalão, Valdemar é visto no universo político como um “cumpridor de palavra”. Para ter Bolsonaro no partido, contudo, o cacique do PL está revendo acordos que tinha firmado pelo país.
A primeira quebra de palavra ocorreu em São Paulo. Valdemar irá retirar o apoio que havia garantido à candidatura de Rodrigo Garcia ao governo estadual. Bolsonaro se nega a apoiar o vice-governador de João Doria e quer lançar o ministro Tarcísio de Freitas ao Palácio dos Bandeirantes.
Não há dúvidas de que Bolsonaro também colocará empecilhos para o PL cumprir os pré-acordos firmados com o PSB, em Pernambuco, e com o PT, no Piauí.
Valdemar foi questionado diversas vezes sobre os enroscos que poderia criar para o PL com a filiação de Bolsonaro, mas dizia aos interlocutores que a parceria com o presidente seria importante para a sigla crescer em nível nacional.