Amigo diz em depoimento que empresário achado em buraco estava ‘alterado e bastante agitado’ em evento no autódromo

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O empresário Adalberto Junior, 35, encontrado morto em um buraco numa área em obras no autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo - Reprodução/Junior no Facebook

Em depoimento à polícia, um amigo de Adalberto Amarilio dos Santos Junior, que foi encontrado morto no Autódromo de Interlagos, disse que o empresário consumiu maconha e oito copos de cerveja durante o evento em que estiveram juntos, no dia 30 de maio.

Adalberto, de 35 anos, desapareceu logo após se despedir do amigo, Rafael. O corpo do empresário foi encontrado na terça (3/6) em um buraco de uma obra no autódromo.

A TV Globo teve acesso ao depoimento de Rafael. O amigo de Adalberto disse que, após consumir a maconha, adquirida no local com estranhos, e a bebida alcoólica, o empresário ficou “alterado e bastante agitado”. Segundo o testemunho, o consumo ocorreu durante o show do cantor Matuê, que começou às 19h45 da sexta e fazia parte do evento.

Em relação à morte de Adalberto, a polícia trabalha com a hipótese de ato criminoso. “Ele foi posto ali [no buraco] desacordado”, disse Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios da Polícia Civil de SP.

De acordo com Ricardo Lopes Ortega, diretor do Instituto de Criminalística da Polícia Técnica-Científica de São Paulo, o empresário pode ter sofrido compressão torácica e asfixia.

Corpo de empresário foi encontrado em buraco no Autódromo de Interlagos. — Foto: Reprodução
Corpo de empresário foi encontrado em buraco no Autódromo de Interlagos. — Foto: Reprodução

“Ele foi encontrado dentro de uma escavação de engenharia, a uma profundidade de três metros por um diâmetro de aproximadamente 80 centímetros. Foram empregadas todas as tecnologias que a gente tem. Foi usado drone, scanner 3D, que é um processo que a gente imortaliza tridimensionalmente a cena do crime”, explicou.

O diretor técnico divisionário do Centro de Perícias do Instituto Médico Legal (IML), Giovanni Chiarelo, também disse à TV Globo que o corpo do empresário não tinha sinais de violência nem fraturas, segundo o exame necroscópico.

“Foram realizados exames de imagem e de raio-x para verificar se existia algum tipo de fratura. A partir disso, a gente iniciou o exame necroscópico, mas até o momento nós não encontramos nada que pudesse dar causa à morte do Adalberto“, explicou Chiarelo.

O IML ainda aguarda o resultado dos exames toxicológico, anatomopatológico e subungueal — que analisa materiais encontrados sob as unhas, como detritos, pele e sangue que podem indicar sinais de luta corporal. Não há prazo para os laudos dos exames.

Em relação às escoriações superficiais encontradas no corpo do empresário, o diretor do centro de perícias afirmou que o IML está aguardando o resultado para saber se as lesões foram feitas em vida ou após a morte.

Na quinta-feira (5/6), garis encontraram uma segunda calça que pode ser a que Adalberto usava no dia em que foi morto. A peça foi encontrada nas imediações do autódromo e passará por perícia. Uma outra calça já havia sido encontrada em uma lixeira da região, na quarta (4/6), mas não foi reconhecida pela família como sendo do empresário.

Empresário Adalberto e a esposa Fernanda estavam casados há 8 anos. — Foto: Reprodução/Redes sociais
Empresário Adalberto e a esposa Fernanda estavam casados há 8 anos. — Foto: Reprodução/Redes sociais

Corpo foi encontrado sem calça e sem tênis

O corpo de Adalberto estava sem calça nem tênis. Não havia marcas de agressão nem de sangue, segundo a polícia.

O último contato dele com a esposa foi no dia 30 de maio, às 19h40. Como o marido não voltou para casa naquela noite, ela entrou em contato com Rafael na madrugada de 31 de maio.

O amigo contou que, ao se despedir dele, Adalberto disse que contornaria o autódromo para buscar o carro. Entre o estacionamento e o local em que foi achado o corpo, a distância é de 200 metros.

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