Professora de universidade pública é indiciada sob suspeita de cometer injúria racial contra aluno de medicina
Alunos transitam pelo Instituto Central de Ciências da UnB, em Brasília
A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou na terça-feira (10) uma professora da UnB (Universidade de Brasília) sob suspeita de cometer injúria racial contra um aluno.
Regina Coeli de Carvalho Alves, docente de nutrição, teria ofendido o estudante de medicina Thiago Costa em 22 de maio, durante uma atividade no hospital universitário. Ele relata que atendia uma criança quando Regina interferiu dizendo estar preocupada com fato de a consulta ser realizada por um aluno preto.
Acompanhado do coordenador do curso, Thiago registrou boletim de ocorrência. A mãe da paciente atendida corroborou a versão apresentada e disse ter ficado constrangida.
Regina, que é professora da UnB desde 2004, negou as acusações à polícia e classificou o ocorrido como um mal-entendido. Os investigadores julgaram haver indícios contra ela e optaram pelo indiciamento.
Em nota, a UnB afirma que, tão logo tomou conhecimento do caso, adotou ações imediatas para acolhimento do estudante e “repudia qualquer forma de racismo e reitera seu compromisso com a promoção da igualdade, dos direitos humanos e de um ambiente universitário respeitoso, seguro e inclusivo para todas as pessoas”.
A instituição também realizou sua própria sindicância e, assim como a polícia, encontrou elementos contra a professora. Por isso, foi instaurado um processo administrativo disciplinar para encaminhamento do caso e possível desligamento.
O crime de injúria racial é imprescritível e inafiançável. A pena prevista é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.