Ataques de Israel atingiram centrífugas subterrâneas da maior usina nuclear do Irã, diz agência de energia atômica da ONU

0
image (14)

Imagem de satélite mostra a instalação nuclear de Natanz, no Irã, em 24 de janeiro de 2025 — Foto: Maxar Technologies/Handout via REUTERS

Ataques de Israel causaram “impactos diretos” na parte subterrânea da usina nuclear de Natanz, a maior do Irã, afirmou a Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (AIEA) na terça-feira (17).

“Irã: com base na análise contínua de imagens de satélite em alta resolução coletadas após os ataques de sexta-feira, a AIEA identificou elementos adicionais que indicam impactos diretos nos salões subterrâneos de enriquecimento [de urânio] em Natanz. Não há mudanças a relatar [nas usinas nucleares] em Esfahan e Fordow”, afirmou a agência em comunicado.

Esta é a primeira vez que a ONU reportou impactos diretos às centrífugas de enriquecimento de urânio operando em Natanz, o que aumenta o risco de vazamento nuclear. Estima-se que a usina iraniana, localizada no centro do país, tenha cerca de 15 mil centrífugas em funcionamento.

Natanz foi alvo de diversos bombardeios israelenses desde o início da troca de ataques aéreos entre Israel e Irã, uma escalada do conflito travado entre os dois países. Na sexta-feira passada, o Exército israelense afirmou ter causado “grandes danos” ao complexo.

O conflito entre os países entrou no sexto dia nesta quarta-feira (18). Desde sexta-feira (13), as trocas de ataques deixaram 248 mortos nos dois países, segundo autoridades locais. (Leia mais abaixo)

O governo do Irã não se manifestou sobre a declaração da AIEA até a última atualização desta reportagem.

A AIEA é um órgão da ONU que atua como regulador de programas nucleares ao redor do mundo, e tem monitorado os impactos dos ataques de Israel nas instalações nucleares iranianas.

A agência havia alertado nos últimos dias sobre o risco de contaminação nuclear e química em decorrência dos ataques israelenses em Natanz. No entanto, os níveis de radiação fora do complexo permanecem normais até a última medição realizada pela AIEA, afirmou o diretor-geral, Rafael Grossi.

About Author

Compartilhar

Deixe um comentário...