Durante séculos, padres católicos puderam celebrar missas especiais para diversas ocasiões, como rezar por seu país, agradecer após uma colheita ou pedir a Deus que acabe com um desastre natural. O novo rito, aprovado pelo papa Leão 14, é a 50ª opção oferecida pelo Vaticano.
“[Essa missa] nos chama a ser administradores fiéis do que Deus nos confiou —não apenas nas escolhas diárias e políticas públicas, mas também em nossa oração, nosso culto e nossa maneira de viver no mundo”, disse o cardeal Michael Czerny, apresentando o rito à imprensa no Vaticano.
O papa Francisco, morto em abril, era um firme defensor do cuidado com a criação. Ele foi o primeiro papa a abraçar o consenso científico sobre as mudanças climáticas e pediu que as nações reduzissem suas emissões de carbono de forma alinhada com o Acordo de Paris, de 2015.
“O papa Leão claramente levará adiante essa preocupação pastoral e civil”, disse à Reuters o reverendo Bruce Morrill, padre jesuíta que é especialista em liturgia católica da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos.
“Esta nova missa temática indica o reconhecimento da Igreja sobre as sérias ameaças que as mudanças climáticas causadas pelo homem estão agora se concretizando plenamente”, disse ele.
O novo rito do Vaticano surge dois dias depois que bispos católicos da Ásia, África e América Latina pediram aos governos globais que façam mais para enfrentar as mudanças climáticas, publicando um apelo conjunto inédito até então.