Polícia identifica suspeitos de envolvimento na morte de empresário encontrado em buraco no Autódromo de Interlagos

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O empresário Adalberto Junior, 35, encontrado morto em um buraco numa área em obras no autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo - Reprodução/Junior no Facebook

A Polícia Civil identificou cinco suspeitos de envolvimento na morte do empresário Adalberto Amarilio Júnior, encontrado dentro de um buraco no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo. Um deles é segurança, lutador de jiu-jitsu e tem passagem pela polícia por furto, associação criminosa e ameaça (veja mais abaixo).

➡️️Relembre o episódio: o empresário, de 35 anos, havia sumido em 30 de maio, depois de ir a um festival de motos no autódromo. O corpo dele foi encontrado em 3 de junho dentro de um buraco por um funcionário da obra. Câmeras de segurança gravaram os últimos momentos de Adalberto caminhando no estacionamento do evento.

Segundo a Polícia Civil, investigadores constataram que os nomes de dois funcionários ligados à segurança do evento e que exerciam funções de liderança não foram colocados na lista fornecida pela empresa à polícia, o que acendeu um alerta.

Com isso, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sexta-feira (18/7) na capital paulista. Quatro pessoas foram conduzidas à delegacia para serem ouvidas. O quinto suspeito não foi encontrado. Os investigadores apreenderam cinco notebooks e sete celulares, que serão periciados.

Ainda segundo a polícia, um dos suspeitos ouvidos nesta sexta é lutador de jiu-jitsu e tem antecedentes criminais por furto, associação criminosa e ameaça. Ele é um dos nomes que não estava na lista fornecida pela empresa como funcionário.

Durante o cumprimento do mandado, foram encontradas 21 munições de calibre 38. Indagado, o homem não soube explicar o motivo de ter as munições dentro do imóvel. Ele foi autuado em flagrante, mas pagou fiança e foi liberado depois de ser ouvido.

“É um caso complexo, temos que investigar com calma e hoje a Polícia Civil deu um passo nas investigações. Foram conduzidas quatro pessoas, sendo um representante da empresa e três pessoas ligadas à segurança. Estranhamente duas dessas pessoas não estavam na lista que a empresa forneceu. Eles estavam na posição de mando. Conseguimos uma outra lista que não bateu com a lista que a empresa forneceu”, afirmou o secretário-executivo da Segurança Pública, Nico Gonçalves, durante coletiva de imprensa.

Empresário foi asfixiado

Uma das hipóteses investigadas pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) é a de que alguém colocou Adalberto no espaço de 3 metros de profundidade por 70 centímetros de diâmetro. O cadáver foi encontrado sem calça nem tênis.

Ele era casado e dono de uma rede de óticas. Laudo pericial da Polícia Técnico-Científica concluiu que Adalberto teve uma morte violenta por asfixia.

A polícia investiga se essa asfixia foi causada por esganadura ou se ocorreu devido a uma compressão torácica. Segundo policiais que investigam o caso, foram encontradas escoriações no pescoço de Adalberto, que sugerem uma possível esganadura cometida por outra pessoa. Outra possibilidade é a de que alguém possa ter comprimido o pulmão do empresário com o joelho.

Nas duas situações, o DHPP trabalha com a hipótese de que Adalberto pode ter sido agredido e tenta saber se ele morreu antes ou depois de ter sido colocado no buraco.

Sangue do empresário

O laudo do DNA sobre o sangue encontrado dentro do carro de Adalberto indicou que o material genético é do próprio empresário.

Um perfil feminino também foi encontrado na amostra, mas é de uma mulher não identificada – foi descartado ser da viúva.

Apesar de o laudo pericial não ter apontado a presença de droga ou álcool no organismo de Adalberto, um amigo do empresário, que havia se encontrado com ele no autódromo, contou que os dois consumiram maconha e cerveja.

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