Homem é preso após agredir namorada com mais de 60 socos: ‘disse que eu ia morrer’; veja vídeo
Imagem gravada por câmera de segurança mostra vítima caída após receber mais de 60 socos do agressor dentro do elevador - Reprodução
Um homem foi preso em flagrante no último sábado (26) por agredir sua namorada dentro do elevador de um condomínio no bairro de Ponta Negra, zona sul de Natal (RN). O ataque foi gravado por uma câmera de segurança (veja vídeo abaixo).
Igor Cabral, ex-jogador de basquete. Ele desferiu mais de 60 socos no rosto da sua namorada no elevador.Ela precisará passar por cirurgia de reconstrução do rosto e do maxilar. pic.twitter.com/aQeAprOANH
— WiliamFla10 (@WilFla10) July 28, 2025
O vídeo mostra o momento em que o rapaz desfere um primeiro soco na vítima. Ela cai no canto do elevador, e ele começa uma sequência de golpes. Segundo a Polícia Civil, foram mais de 60 socos.
Ele foi identificado como sendo o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, 29. A prisão em flagrante foi convertida para preventiva (sem prazo). A reportagem não conseguiu contato com a defesa dele.
O vídeo mostra que são ao menos 35 segundos com o rapaz desferindo socos na vítima sem parar. Após o ataque, a vítima se levanta com o rosto todo ensanguentado, a porta do elevador se abre e ela sai cambaleando. O agressor ajeita o chinelo no pé e sai na sequência.
A promotora de vendas Juliana Garcia dos Santos Soares, 35, relatou que as discussões foram iniciadas por conta de ciúme após Igor ter visto, no celular dela, mensagens em que ela se comunicava com um amigo dele, sem segundas intenções.
Ela também disse que ele já havia apresentado comportamentos agressivos anteriormente. O relacionamento durava dois anos, entre “muitas idas e vindas”.
“Ele não gostou. Jogou meu celular na piscina porque queria mostrar a um amigo que estava conosco. Eu saí de perto para evitar o conflito. Ele foi para o meu bloco, subiu para pegar as coisas dele e eu subi pelo outro elevador para encontrar ele lá. Quando subimos, eu o notei agressivo”, iniciou ela. Ela conversou com a reportagem por mensagem de texto, pois está com a dicção comprometida pelas lesões.
“Eu não quis sair do elevador porque achei que ele fosse me agredir e, no corredor, não tem câmeras. Ele queria me convencer a sair de lá. Foi aí que ele disse que eu ia morrer e começou a me bater sem parar”, complementou.
No laudo médico do Hospital Walfredo Gurgel, onde foi atendida, consta que Juliana apresentou fraturas na face e na mandíbula. De acordo com ela, precisará passar por cirurgia.
O caso está sendo apurado pela Deam (Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher) da zona leste, oeste e sul da Polícia Civil do estado.
Segundo a polícia, as investigações seguem. Testemunhas estão sendo ouvidas e elementos técnicos estão sendo reunidos para embasar a investigação.