Senadora Soraya Thronicke é vaiada em show do Roupa Nova; banda se manifesta nas redes
Senadora Soraya Thronicke discursa no Senado. - Pedro França - 30.mar.23/Agência Senado
Um episódio envolvendo a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) movimentou as redes sociais neste fim de semana. Durante um show da banda Roupa Nova, realizado na sexta-feira (1º) em Campo Grande (MS), a parlamentar foi vaiada ao tentar interagir com os músicos em um momento tradicional da apresentação, reservado para perguntas do público. O vídeo do ocorrido viralizou e provocou posicionamentos da artista e da banda.
O momento de tensão ocorreu quando Soraya foi convidada a se manifestar no microfone. Assim que começou a falar, foi interrompida por uma sequência de gritos, assovios e vaias vindas de parte da plateia, que a impediu de concluir sua fala. Um dos integrantes da banda chegou a perguntar se ela era da política. Sem resposta direta, incentivou que prosseguisse, mas a interação não avançou.
Após a repercussão negativa do vídeo nas redes sociais, a banda Roupa Nova publicou uma nota oficial esclarecendo que o espaço destinado às perguntas é aberto ao público e que nem os músicos nem a produção têm conhecimento prévio sobre quem irá se manifestar ou qual será o conteúdo das falas. O grupo reforçou ainda que o episódio não representa qualquer posicionamento político por parte da banda.
“Há um momento especial no show em que abrimos espaço para perguntas, e qualquer pessoa pode se manifestar. É importante destacar que nem nós, nem nossa equipe temos conhecimento prévio sobre quem fará a pergunta ou o que será dito, e também não fazemos distinção. Quem está ali, está por admirar nosso trabalho”, diz o comunicado. “Reforçamos que o episódio não representa, de forma alguma, um posicionamento político da banda ou de um integrante isolado”, conclui a nota, assinada coletivamente.

A senadora também se pronunciou após o ocorrido. Em nota divulgada à imprensa, Soraya afirmou que estava no local como cidadã e fã da banda, e não no exercício de seu mandato. Lamentou que espaços culturais tenham sido contaminados pelo que chamou de “polarização política”.
“Vivemos tempos em que o radicalismo e a intolerância tentam se impor até mesmo nos momentos mais simples. O show era um momento de celebração. Lamento profundamente que tenha sido transformado em palco de hostilidade. Sigo trabalhando pelo Mato Grosso do Sul e defendendo o respeito às diferenças — inclusive àqueles que pensam diferente de mim”, declarou.