O risco da eleição de 2022 ser antecipada e terminar em 2021

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Lula durante entrevista coletiva em Brasília. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Evandro Éboli

A celeridade e a antecipação da eleição de 2022 sugerem que o processo eleitoral pode terminar em 2021, dez meses antes do pleito.

A consolidação do favoritismo de Lula, confirmado por seguidas pesquisas neste mês de dezembro, tem tirado o sono da oposição ao petista, o que engloba de Jair Bolsonaro a Sergio Moro.

Cada grupo eleitoral tem sua visão. A do líder das pesquisas aponta que é preciso manter a cautela no discurso, evitar declarações polêmicas de Lula, costurar apoios e demonstrar aos adversários que suas chances são remotas.

A turma de Jair Bolsonaro, hoje, trabalha com um único propósito: levar a eleição para o segundo turno contra Lula.

O grupo de Sergio Moro pode estar meio perdido. O ex-juiz esperava chegar nesse final de ano com números mais generosos na pesquisa, mas patina em terceiro lugar, bem distante de Lula e Bolsonaro. E tem ainda Ciro Gomes na sua cola.

O diagnóstico agora é que Lula está muito tranquilo nessa disputa, mesmo evitando declarações e entrevistas. O presidente e Moro disputam quem será o segundo colocado do pleito.

As pesquisas não mostram perspectiva de crescimento imediato dos dois principais adversários de Lula.

O petista segue em silêncio, fazendo acordos e atraindo outras forças políticas. Quer matar a parada no primeiro turno, como aponta hoje as pesquisas.

A eleição de 2022, assim, corre risco de terminar em 2021.

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