Flávio Bolsonaro sugere que EUA ataquem embarcações com drogas no Rio de Janeiro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - Gabriela Biló - 11.jun.25/Folhapress
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sugeriu na quinta-feira (23), em publicação no X (antigo Twitter), que os Estados Unidos ataquem barcos que carreguem drogas no Rio de Janeiro.
“Que inveja”, disse ele ao compartilhar postagem em que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, tratou de um ataque do país a embarcações no oceano Pacífico.
Segundo Hegseth, havia dois narcotraficantes a bordo. “Ambos os terroristas foram mortos, e nenhuma força americana foi ferida neste ataque.”
A acusação, sem evidências, de que o barco era guiado por narcoterroristas foi feita em todos os outros ataques realizados na região nos últimos dois meses —ao menos oito, o que torna a ofensiva uma das mais agressivas dos EUA na América Latina nas últimas décadas.
Na publicação, o filho de Jair Bolsonaro (PL) diz que “ouviu dizer” que há barcos semelhantes no Rio de Janeiro.
“Ouvi dizer que há barcos como este aqui no Rio de Janeiro, na baía de Guanabara, inundando o Brasil com drogas. Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas?”, escreveu, em postagem em inglês.
Bolsonaristas têm buscado apoio de autoridades no governo Trump para tentar livrar o ex-presidente da prisão. Irmão de Flávio, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se mudou em março para os EUA, de onde comanda uma campanha por sanções a autoridades brasileiras envolvidas no julgamento de seu pai.
Sem citar os EUA, o presidente Lula (PT) criticou na última segunda-feira intervenções estrangeiras no Caribe durante cerimônia em que recebeu embaixadores no Palácio do Itamaraty.
“Na América Latina e Caribe também vivemos um momento de crescente polarização e instabilidade. Manter a região como zona de paz é nossa prioridade. Somos um continente livre de armas e destruição em massa, sem conflitos étnicos ou religiosos. Intervenções estrangeiras podem causar danos maiores do que se pretende evitar”, declarou.