PF considera foragido presidente de instituto com prisão decretada por Moraes

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Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, um dos indiciados pela PF no inquérito do golpe - Rafaela Araújo - 19.dez.24/Folhapress

O presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Moretzsohn Rocha, um dos dez alvos de prisão domiciliar cumpridas no sábado (27) pela Polícia Federal, não foi encontrado pelos agentes da PF e foi considerado foragido.

Os agentes da PF estiveram no endereço dele em São Paulo, mas não o encontraram no local.

Rocha foi um dos réus do chamado “núcleo 4” da trama golpista investigada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), relacionada a tentativas para questionar o resultado eleitoral e disseminar desinformação sobre as urnas eletrônicas de 2022.

Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República) e o STF, ele produziu e divulgou um relatório técnico que serviu de base para ações que buscavam anular votos, ações que faziam parte do esquema de ataque às urnas e o processo eleitoral.

Em outubro, a Primeira Turma do STF o condenou a 7 anos e 6 meses de prisão por organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito no contexto desse caso.

Rocha e seus advogados sustentaram que o trabalho do Instituto Voto Legal teria caráter técnico e de auditoria, sem intenção política de deslegitimar as urnas eletrônicas, e que o relatório não afirmava fraude, apenas trazia observações técnicas. Os argumentos, porém, não convenceram.

Carlos César Moretzsohn Rocha foi um dos dez alvos de prisão domiciliar cumprida pela PF. A ordem foi executada na manhã deste sábado no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e Distrito Federal, por ordem do ministro Alexandre de Moraes (STF).

A lista dos dez alvos envolve ex-membros do Exército. Além de Rocha, os outros nomes são: Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército; Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército; Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército; Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro para assuntos internacionais.

Também são alvos Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército; Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército; Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça; e Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército.

A decisão de Alexandre de Moraes de pedir a prisão domiciliar dos citados ocorre um dia após a tentativa frustrada de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal.

Considerado foragido pela PF, engenheiro diz que vive ‘momento difícil’

Um dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal na trama golpista, o engenheiro Carlos Rocha disse ao jornal Folha de S.Paulo por mensagem de texto que vive um “momento difícil”, e não quis dar declarações sobre o fato de ser considerado foragido pela Polícia Federal.

Presidente do Instituto Voto Legal, ele foi um dos dez alvos da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de decretar prisão domiciliar contra condenados pelo golpe, após a tentativa de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal.

A PF foi à sua casa em São Paulo, mas não o encontrou. Segundo seus advogados, Rocha mudou-se e não informou seu novo endereço. Ele não deu detalhes ao jornal Folha de onde está.

Rocha foi condenado na trama golpista a 7 anos e 6 meses de prisão por ter ajudado a espalhar desinformação contra as urnas eletrônicas. Ele foi contratado pelo PL para realizar uma auditoria no sistema e apontou fragilidades. O engenheiro diz, no entanto, que executou apenas um trabalho técnico.

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