Maduro se esquiva sobre suposto ataque americano em território venezuelano; ‘Pode ser tema em alguns dias’
Nicolás Maduro. Foto: Reprodução
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, evitou confirmar ou desmentir um suposto ataque dos Estados Unidos a uma instalação do narcotráfico na Venezuela durante uma entrevista na quinta-feira (1º).
No início da semana, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que forças de seu país destruíram uma área de docas para embarcações supostamente utilizadas para transportar drogas na Venezuela. Seria o primeiro ataque de Washington em território venezuelano.
“Isso pode ser tema para uma conversa em alguns dias”, disse Maduro. O líder do regime também afirmou estar aberto a dialogar com Washington.
Os EUA enviaram uma flotilha militar ao Caribe em agosto e já bombardearam quase 30 embarcações, com um balanço de mais de cem mortes. Caracas afirma que as manobras pretendem derrubar o regime venezuelano.
Na terça-feira (30), Washington realizou ataques contra mais três embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais, informou o Comando Sul, responsável por operações em uma área que vai do Caribe ao sul da Argentina. As embarcações viajavam em comboio, segundo as Forças Armadas americanas.
Uma autoridade americana, falando sob condição de anonimato, disse que oito pessoas abandonaram suas embarcações e estavam sendo procuradas. Não há notícias sobre o paradeiro desses sobreviventes.
Trump alertou em novembro que iniciaria ataques terrestres na Venezuela e autorizou operações da CIA, a agência de inteligência dos EUA, no país sul-americano.
“O que eu posso te dizer é que o sistema defensivo nacional tem garantido e garante a integridade territorial, a paz do país e o uso e desfrute de todos os nossos territórios. Nosso povo está seguro e em paz. Posso te adiantar algo por aí”, declarou Maduro na entrevista.
Diante da ausência de detalhes sobre a localização da operação por parte dos EUA, especulações nas redes sociais apontaram que um incêndio em armazéns em Maracaibo (oeste) da Primazol, empresa do setor químico, poderia ter relação com o ataque.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, alimentou os rumores ao afirmar que “Trump bombardeou uma fábrica em Maracaibo” na qual, segundo ele, “misturam a pasta de coca para fazer a cocaína”.
“Presidente Petro, aqui não, não embalamos nem fabricamos nenhum tipo de narcóticos”, respondeu o diretor da empresa, Eduardo Siu.
Maduro reiterou que está disposto a dialogar com os EUA, após confirmar que não conversa com Trump desde uma ligação telefônica em 21 de novembro, que ele considerou “cordial e respeitosa”.
Os detalhes da ligação não foram revelados por nenhuma das partes, mas desde então Trump aumentou a pressão com o fechamento informal do espaço aéreo da Venezuela, a aplicação de mais sanções e a ordem de apreensão de navios sancionados que transportam petróleo venezuelano.
“Acho que a conversa foi até agradável, mas as evoluções pós-conversa não têm sido agradáveis. Vamos esperar”, comentou.
Maduro reforçou que está disposto a estabelecer acordos com os Washington, em particular nas áreas petrolífera, migratória e de combate ao narcotráfico.
“Se [os EUA] quiserem conversar seriamente sobre um acordo de combate ao narcotráfico, estamos prontos”, disse, para depois propor um pacto sobre petróleo “para investimentos americanos, como com a Chevron”. “Onde quiserem e como eles quiserem”, afirmou.
Também propôs a retomada de um convênio para a deportação de venezuelanos sem documentos em voos diretos dos EUA para a Venezuela, que, segundo Maduro, foi cancelado unilateralmente por Washington há três semanas.
“Eles falam do tema da migração, mas foram eles que suspenderam o acordo de migração. Se algum dia houver racionalidade e diplomacia, isso poderia perfeitamente ser conversado”, afirmou.
Algumas horas antes da entrevista, o Ministério do Serviço Penitenciário anunciou a libertação de 88 pessoas detidas nas manifestações ocorridas após Maduro se declarar vitorioso na eleição de 2024. A oposição denunciou o pleito como fraudulento e reivindicou a vitória de seu candidato, Edmundo González Urrutia, hoje vivendo exilado na Espanha.
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