Nicki Minaj vira alvo de petições por deportação após elogios a Donald Trump
Nascida em Trinidad e Tobago, Nicki Minaj se mudou ainda criança para o Bronx, em Nova York - Mario Anzuoni/REUTERS
Após defender pautas do conservadorismo americano e elogiar o presidente Donald Trump, Nicki Minaj, 43, virou alvo de pedidos de deportação nos Estados Unidos. Já são mais de 120 mil assinaturas em petições na plataforma Change.org solicitando que a rapper seja enviada de volta a Trinidad e Tobago, país onde nasceu.
Os documentos foram lançados em julho de 2025 e ganharam força nas últimas semanas após aparições públicas da artista ao lado de figuras ligadas à direita americana. “As ações e palavras de Nicki Minaj tomaram um rumo que deixou muitos de seus apoiadores se sentindo profundamente traídos”, escreveu Tristan Hamilton, autor de uma das petições.
Segundo a revista Rolling Stone, Hamilton propõe que a deportação serviria como um lembrete de que “figuras públicas precisam ser responsabilizadas pelo impacto mais amplo de seus discursos.” Representantes de Hamilton e Nicki Minaj não responderam aos pedidos de comentário da publicação.
Em dezembro, Minaj foi uma das convidadas do AmericaFest, principal convenção do Turning Point USA. No evento, ela subiu ao palco de mãos dadas com Erika Kirk, viúva do ativista conservador Charlie Kirk, morto em setembro, e agradeceu o convite enquanto “Super Bass” tocava ao fundo. A rapper também elogiou Donald Trump e o vice-presidente J.D. Vance, afirmando que “ama os dois”.
A polêmica contrasta com o histórico da artista. Em 2020, Minaj criticava Trump e suas políticas anti-imigração. Nascida em Trinidad e Tobago, ela se mudou ainda criança para o Bronx, em Nova York, onde viveu por anos em situação irregular. Em 2018, condenou a separação de famílias na fronteira e relatou sua própria experiência como imigrante — publicação posteriormente apagada.
Nos últimos meses, porém, a cantora passou a adotar um discurso alinhado a pautas conservadoras, o que gerou reação imediata entre fãs, com anúncios de boicote e críticas à incoerência com sua trajetória ligada à diversidade e à comunidade LGBTQIA+. O desgaste se intensificou após falas interpretadas como transfóbicas.
O reposicionamento da cantora também provocou respostas no meio artístico. Kim Petras publicou mensagens em defesa de crianças trans, Tammy Rivera criticou a presença da rapper em eventos conservadores, e o comediante D.L. Hughley apontou contradições entre o discurso atual de Minaj e sua trajetória no hip hop.