EUA têm plano de três etapas para transição na Venezuela

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O secretário de Estado Marco Rubio durante discurso de Donald Trump no Congresso dos EUA, em Washington - Tierney L. Cross - 4.mar.25/Getty Images via AFP

Os Estados Unidos têm um plano de três etapas para a Venezuela, anunciou o secretário de Estado, Marco Rubio, na quarta-feira (7). A estratégia começa com a estabilização do país após a captura de Nicolás Maduro, depois passa pela supervisão da recuperação econômica e, por fim, um processo de transição.

“Não queremos que isso descambe para o caos”, disse o chefe da diplomacia americana em um encontro com senadores sobre a estratégia do governo de Donald Trump para o país latino-americano.

Rubio afirmou que o país “não está improvisando” e que os planos estão traçados. O presidente americano alertou para novas operações militares contra a Venezuela caso os integrantes do núcleo próximo de Maduro, que assumiram a condução do país, não cooperem com suas exigências, que se concentram principalmente na obtenção do petróleo venezuelano.

Trump disse que os EUA refinariam e venderiam até 50 milhões de barris de petróleo bruto da Venezuela, enquanto forças americanas continuavam a apreender petroleiros ligados ao país.

Rubio e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, realizaram reuniões confidenciais na quarta com o Senado e a Câmara sobre o plano do governo para o país latino-americano.

“Temos enorme controle e influência sobre o que essas autoridades interinas estão fazendo e podem fazer”, disse Rubio ao lado de Hegseth. De acordo com ele, a segunda fase, chamada de recuperação, visa “garantir que empresas americanas, ocidentais e de outros países tenham acesso ao mercado venezuelano de forma justa”.

Ao mesmo tempo, completou, será iniciado um processo que ele chama de “reconciliação nacional” dentro do país, com anistia e libertação de opositores do regime e o retorno de exilados.

“E então a terceira fase, naturalmente, será a de transição”, mas sem dar detalhes. No fim, ainda de acordo com Rubio, “caberá ao povo venezuelano transformar o seu país”.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, também reforçou na quarta-feira que as decisões tomadas pelo novo governo venezuelano serão “ditadas” pelos Estados Unidos e disse que ainda é muito cedo para definir um cronograma para as eleições na Venezuela.

“Obviamente, neste momento temos influência máxima sobre as autoridades interinas da Venezuela”, declarou ela em uma conversa com jornalistas. “Portanto, continuamos mantendo estreita coordenação com as autoridades interinas, e suas decisões continuarão sendo ditadas pelos Estados Unidos.”

Leavitt disse ainda que o petroleiro interceptado pelos EUA no oceano Atlântico que transportava óleo venezuelano não carregava uma bandeira russa. O episódio vinha sendo interpretado como uma potencial escalada da crise iniciada pela captura do ditador Nicolás Maduro, com o Ministério dos Transportes da Rússia dizendo que o caso violava leis marítimas e parlamentares acusando os EUA de pirataria.

“Tratava-se de uma embarcação da frota fantasma venezuelana, que transportou petróleo sancionado. O navio usou uma bandeira falsa”, disse a porta-voz da Casa Branca. Segundo ela, havia uma ordem judicial de apreensão, e a tripulação estará sujeita a um processo judicial.

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