Quem é o cantor João Lima, investigado por agredir a mulher na Paraíba
João Lima, cantor e compositor paraibano investigado por violência doméstica — Foto: Reprodução/Instagram/@joaolimaoficial
O paraibano João Lima é investigado pela Polícia Civil por violência doméstica. O caso repercutiu no sábado (24) após vídeos dele agredindo a esposa serem divulgados na internet. A vítima confirmou as agressões e denunciou à Polícia Civil, que segue investigando o caso.
João Lima é um cantor e compositor paraibano conhecido pelo parentesco com Pinto do Acordeon, um dos principais nomes da música paraibana que morreu aos 72 anos, vítima de um câncer, em 2020. João Lima é um dos netos de Pinto do Acordeon.
De família musical, que tem ainda nomes como Mô Lima, filho de Pinto do Acordeon e tio de João Lima, o artista seguiu na área e conseguiu e atua como cantor e compositor. Nas redes sociais, João Lima afirma ter escrito músicas para artistas como Wesley Safadão, Xand Avião e Gustavo Mioto.
No São João de 2025 João Lima cantou junto com o pai na noite de abertura do São João de Patos, no Sertão da Paraíba, uma das maiores festas juninas do interior do Nordeste. O artista também fez shows em várias outras cidades paraibanas, como Araruna, Rio Tinto e Soledade.
João Lima é filho de Cicinho Lima, também cantor e político paraibano que nos últimos anos chegou a ocupar cargos como o de Deputado Estadual e secretário executivo de Cultura do Estado.
Justiça decreta prisão preventiva do cantor João Lima por agressões a esposa
A Justiça decretou na tarde de domingo (25) a prisão preventiva do cantor João Lima, investigado por violência doméstica contra a esposa. O caso repercutiu em todo o Brasil no sábado (24), após a divulgação de vídeos em que o João Lima aparece agredindo a mulher. Uma medida protetiva também foi concedida à vítima, que denunciou as agressões à Polícia Civil.
O portal tentou entrar em contato com os advogados da defesa de João Lima, mas até a publicação desta reportagem, não obteve resposta.
O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo plantão judiciário do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), com decisão assinada pelo juiz Bruno César Azevedo Isidro. De acordo com a decisão, a medida visa garantir a ordem pública.
Segundo o texto da decisão, consta nos autos do processo que as agressões foram no dia 18 de janeiro, quando ele “teria agredido a vítima com socos, apertos na mandíbula e amordaçamento para silenciar seus gritos”. Na ocasião, ele ainda teria entregado uma faca para a vítima mandando que a mesma se matasse.
Três dias depois, o cantor teria ido até a casa da mãe da vítima e a ameaçado novamente, dizendo que iria “acabar com a vida dela, caso não reatasse o relacionamento e que, se ela tivesse outro relacionamento, iria matar ambos”.
Além do mandado de prisão, uma medida protetiva em favor da vítima das agressões, a esposa de João Lima, também foi expedida. O cantor está proibido de se aproximar da esposa e de frequentar a casa onde morava bem como manter contato com ela ou com familiares dela.
A medida protetiva determina uma distância mínima de 300 metros de João Lima da esposa. Ele também está proibido de frequentar determinados lugares, como shoppings e academias, a fim de preservar a integridade da vítima e evitar que a mesma o encontre.
O portal entrou em contato com a defesa do cantor João Lima, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Entenda o caso
A advogada da vítima, Dayane Carvalho, afirmou que as agressões começaram durante a lua de mel do casal, em novembro de 2025. A defesa afirma que, antes do casamento, não houve episódios de violência durante os dois anos de namoro. Câmeras internas da casa do casal registraram algumas agressões.
A defesa da vítima também informou que, em um dos episódios registrados, o casal estava separado, após a vítima pedir um tempo no relacionamento. Nesse período, ela voltou a morar com os pais e ainda não havia contado sobre as agressões.
Após a repercussão do caso, a esposa de João Lima, a médica Raphaella Brilhante, publicou um texto nas redes sociais onde confirmou publicamente, pela primeira vez, a violência sofrida. Ela relatou que está enfrentando “uma dor que atravessa o corpo, a alma, e a história”, e disse que “não há palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém”.
A médica, que também atua como influenciadora e soma mais de 600 mil seguidores em apenas uma rede social, disse que “nenhuma mulher deveria precisar chegar a esse ponto para ser ouvida” e reiterou que as medidas legais estão sendo tomadas com respeito à Justiça.
Como denunciar violência contra a mulher
Denúncias de estupros, tentativas de feminicídios, feminicídios e outros tipos de violência contra a mulher podem ser feitas por meio de três telefones:
- 197 (Disque Denúncia da Polícia Civil)
- 180 (Central de Atendimento à Mulher)
- 190 (Disque Denúncia da Polícia Militar – em casos de emergência)