Flávio Bolsonaro diz que Lula é antissemita por criticar ataques de Israel na Palestina

0
image (24)

Flávio Bolsonaro

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi antissemita ao comparar a ofensiva israelense na Palestina ao Holocausto. O senador discursou na terça-feira (27) na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, evento que reune personalidades da direita em Israel.

“Em fevereiro de 2024, Lula cruzou uma linha moral ao comparar as ações de Israel ao Holocausto, uma declaração antissemita que insultou o povo judeu e minimizou o pior crime da História”, afirmou Flávio Bolsonaro na conferência. Ele se referiu ao ataque do Hamas a Israel em outubro de 2023, que levou à morte de 1,2 mil pessoas e ao sequestro de 250.

A resposta de Israel é alvo de críticas da comunidade internacional. O cerco à Faixa de Gaza, com bombardeios, ataques terrestres e longos bloqueios de envio de mantimentos, deixou um saldo de 60 mil mortos e 145 mil feridos desde outubro, segundo a autoridade palestina. A reação foi condenada por Lula em diversas ocasiões.

“Sabe, o que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino, não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, afirmou Lula durante uma visita à Etiópia, em fevereiro de 2024.

Para Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “não deixou dúvidas” e defendeu Israel em fóruns internacionais. “Ele esteve ao lado de Israel nos fóruns internacionais. Fortaleceu a cooperação entre nossos países. E deixou algo muito claro: o Brasil esteve com Israel contra o terrorismo, sem desculpas e sem dois pesos e duas medidas”, disse o senador.

“Permitam-me ser muito claro: Lula é antissemita. Isso não é um slogan. Isso não é exagero. Isso se baseia em suas ideias, em seus assessores, em suas palavras e em suas ações. (…) O Hamas não é um grupo de resistência. O Hamas é uma organização terrorista. O mesmo grupo que assassinou famílias israelenses inocentes em 7 de outubro”, completou Flávio.

O senador também afirmou que o petista tem uma “ideologia que não fica somente no papel” e se torna “uma ação governamental”. Nesse sentido, criticou a entrada de navios de guerra iranianos no Rio de Janeiro, em 2023, reclamando que o regime do país persa “conclama abertamente pela destruição de Israel”.

Flávio ainda prometeu que, se eleito presidente, assinará a entrada do Brasil nos Acordos de Isaac, que visam fortalecer as relações diplomáticas entre Israel e a América Latina. “Sou candidato à Presidência porque o Brasil precisa de uma redefinição moral e estratégica. Neste novo momento da América Latina, os Estados Unidos, junto com democracias responsáveis, ajudaram a construir um novo modelo de cooperação internacional”, disse.

Flávio está em viagem a Israel desde a semana passada. Ele percorre um roteiro similar ao feito por Jair Bolsonaro durante a pré-campanha do pai à Presidência da República. O primogênito do ex-presidente se batizou no rio Jordão e fez orações no Muro das Lamentações, em Jerusalém.

Nos últimos dias, Flávio tem feito uma série de publicações nas redes sociais sobre a viagem com sua família ao local, com reforço a mensagens religiosas.

Em seu discurso, Flávio também falou sobre a situação do pai, que cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. “Jair Bolsonaro está hoje preso por perseguição política, não por justiça. Mas ideias não podem ser encarceradas. E a verdade não pode ser silenciada”.

Lula publica nota em memória ao Holocausto após Flávio Bolsonaro acusá-lo de antissemitismo

O presidente Lula (PT) publicou na terça-feira (27), data de memória pelas vítimas do Holocausto, uma nota sobre a tragédia histórica, horas após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusá-lo de antissemitisimo.

Em discurso durante evento que reúne personalidades da direita em Israel, Flávio relembrou uma declaração do presidente de 2024, em que Lula comparou um ataque de Israel à Faixa de Gaza às ações de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

A comunidade judaica se tornou um público caro para os cotados a disputar a Presidência, como Lula e Flávio.

“Um dia de recordar os que perderam suas vidas e prestar solidariedade às milhões de famílias destruídas e ao sofrimento de todo um povo. Um dia de defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações”, escreveu a conta de Lula nas redes.

About Author

Compartilhar

Deixe um comentário...