Mulher morre após nadar em piscina de academia e reclamar de gosto ruim da água

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Juliana Faustino Bassetto

Uma professora de 27 anos morreu e outras duas pessoas estão internadas após nadarem na piscina de uma academia localizada rua Bartolomeu Correia Bueno, no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo, no sábado (7). A suspeita é de intoxicação.

Juliana Faustino Bassetto e o esposo participavam de uma aula de natação na C4 GYM quando perceberam que a água da piscina apresentava aspecto e gosto estranhos. Pouco depois, sentiram-se mal e avisaram o instrutor responsável.

O casal seguiu para o Hospital Santa Helena, em Santo André, no ABC paulista. No local, o quadro de Juliana se agravou. Ela teve uma parada cardíaca e morreu. O esposo foi internado em estado grave na mesma unidade médica. A comunicação do óbito à Polícia Civil foi feita por um familiar de Juliana.

Conforme a assessoria de imprensa do Hospital Santa Helena, o homem foi transferido para outra unidade médica. O estado de saúde dele não foi informado.

Na noite deste domingo a Secretaria da Segurança Pública confirmou ter conhecimento de cinco pessoas afetadas, sendo uma delas Juliana.

Em nota, a adireção da Academia C4 GYM disse lamentar profundamente o ocorrido em sua unidade. “Informa que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos e que tem mantido contato direto com as pessoas envolvidas a fim de oferecer todo o suporte”.

“Reforça, ainda, que está colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com tudo aquilo que for necessário”, acrescentou o texto.

Na manhã de domingo (8), um homem procurou uma delegacia para relatar que seu filho, um adolescente de 14 anos, também está internado após ter contato com a mesma água. Ele contou que o jovem saiu da piscina demonstrando desconforto respiratório, fraqueza nas pernas e falta de ar.

O adolescente foi levado ao Hospital da Vila Alpina, na zona leste, e encaminhado para a ala vermelha devido à gravidade do caso, onde iniciou tratamento com oxigênio. Segundo o pai, médicos informaram que a tomografia mostrou “bolinhas no pulmão”. O jovem segue internado.

O pai também relatou ter sentido desconforto respiratório na academia e que outras pessoas —cerca de seis que estavam no local— aparentavam apresentar algum mal-estar.

A Secretaria da Saúde afirmou não ter autorização para falar sobre o paciente. A pasta estadual disse desconhecer outras pessoas internadas devido ao mesmo caso.

Conforme o boletim de ocorrência, o Corpo de Bombeiros foi chamado para atendimento de ingestão e inalação de gases tóxicos. Equipes foram encaminhadas para o endereço, mas a academia estava fechada.

Para preservar a saúde de possíveis pessoas no interior do local, os bombeiros retornaram no domingo, arrombaram a porta e fizeram uma varredura de segurança. Não foi possível contatar o proprietário da academia.

O caso foi registrado pelo 6º DP de Santo André como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde. Exames periciais foram solicitados. A investigação será feita pelo 42º DP (Parque São Lucas), responsável pela região da academia.

“Após o trabalho da perícia e da Vigilância Sanitária, agentes da unidade policial realizaram diligências no local e apreenderam objetos para a apuração. As investigações prosseguem para o total esclarecimento dos fatos”, acrescentou a SSP.

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