Juíza avalia que reforço policial pode evitar envio de tropas federais na eleição suplementar de Cabedelo
Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba
por THMais
A juíza eleitoral da 57ª Zona, Thana Michelle Carneiro Rodrigues, afirmou na sexta-feira (27) que o envio de tropas federais para atuar na eleição suplementar de Cabedelo, marcada para o dia 12 de abril, segue como uma possibilidade, mas não é considerado necessário neste momento.
A declaração foi feita após reunião com as duas chapas que disputam o pleito, lideradas por Edvaldo Neto (Avante) e Wallber Virgolino (PL). O encontro teve como objetivo alinhar regras e condutas relacionadas à propaganda eleitoral durante a campanha.
Segundo a magistrada, a Justiça Eleitoral trabalha atualmente com a perspectiva de reforço das forças de segurança locais, com ampliação do efetivo e presença de equipes especializadas. A definição sobre a necessidade de tropas federais dependerá da evolução do cenário até o dia da votação.
“Estamos apenas com o pleito de Cabedelo para tomar conta e temos o compromisso de todas as polícias de nos mandarem um efetivo maior e especializado. O desenrolar do pleito é que vai nos sinalizar a necessidade ou não de tropas federais. Tudo é possível, mas não é desejável”, declarou.
A eleição suplementar foi convocada após a cassação dos mandatos do prefeito eleito em 2024, André Coutinho (Avante), e da vice-prefeita Camila Holanda (PP). A decisão da Justiça Eleitoral teve como um dos fundamentos a suspeita de interferência do crime organizado no processo eleitoral anterior.
Nas eleições municipais de 2024, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o envio de tropas federais para Cabedelo, diante de relatos sobre atuação de facções criminosas e risco à normalidade da votação.
Durante a campanha passada, o então candidato Wallber Virgolino relatou dificuldades para circular em determinadas comunidades do município, alegando restrições impostas por áreas dominadas pelo tráfico de drogas.
Com a nova eleição se aproximando, a Justiça Eleitoral afirma manter o monitoramento permanente da segurança pública, em articulação com as polícias locais. A eventual solicitação de tropas federais pode ser feita caso seja identificado risco à ordem pública, à liberdade do voto ou à lisura do processo eleitoral.
A decisão final sobre o envio de forças federais caberá às instâncias superiores da Justiça Eleitoral, caso haja solicitação formal. Até o momento, a estratégia adotada é o reforço policial estadual, com foco na prevenção de conflitos e na garantia de um ambiente seguro para eleitores e candidatos.