Teste de DNA encerra caso de vítima do serial killer Ted Bundy após mais de 50 anos

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Foto divulgada pelo Departamento de Segurança Pública de Utah mostra Laura Ann Aime, 17, que desapareceu em 1974 - The New York Times

por The New York Times

Antes de ser executado na Flórida, em 1989, o serial killer Ted Bundy confessou ter matado 30 mulheres —entre elas Laura Ann Aime, 17, cujo assassinato foi agora, na quarta-feira (1º), confirmado por detetives do estado de Utah com base em evidências de DNA preservadas por mais de 50 anos.

Aime, que morava em Fairview, em Utah, teve o corpo encontrado por dois estudantes universitários que faziam trilha no American Fork Canyon, a cerca de 40 km de Salt Lake City, capital do estado, em 27 de novembro de 1974.

O Gabinete do Xerife do Condado de Utah disse que o DNA extraído de sêmen coletado do corpo de Aime em 1974 foi inserido em um banco de dados criminal nacional. Esse DNA correspondeu ao de Bundy que havia sido inserido no banco de dados na Flórida.

O Gabinete do Xerife disse que não considerou a confissão de Bundy evidência suficiente para encerrar o caso de Aime porque ele se recusou a fornecer quaisquer detalhes que corroborassem que ele a havia matado. Agora, disse o gabinete, o caso está encerrado.

“Podemos agora dizer sem sombra de dúvida que Theodore ‘Ted’ Bundy de fato assassinou Laura Ann Aime em 1974 e que as autoridades policiais agora têm resultados de testes de DNA compatíveis com os mais recentes padrões de testagem”, disse o xerife Mike Smith em entrevista coletiva. “Isso tornará qualquer futura comparação de teste de DNA mais fácil para as agências policiais que ainda têm casos abertos envolvendo Bundy.”

Michelle Impala, irmã mais nova de Aime, que tinha 12 anos quando ela foi morta, disse na coletiva que não sabia que o caso ainda estava aberto. Ela disse que estava grata pelo trabalho dos investigadores de reexaminar as evidências. “É realmente impressionante que as pessoas ainda estejam interessadas no caso da Laura”, disse ela. “Mas eu agradeço.”

Investigadores disseram que o assassinato de Aime se encaixava no padrão que Bundy usava durante seu reinado de terror nos anos 1970.

Estudante de direito, ele frequentemente sequestrava mulheres jovens de universidades à noite ou de parques lotados durante o dia, quando suas defesas estavam baixas em ambientes familiares. Relatos de testemunhas e outras evidências sugeriam que ele usava sua boa aparência e charme de voz suave para atrair vítimas. Às vezes, ele exibia um braço ou perna enfaixados para ganhar simpatia.

Ele frequentemente estrangulava suas vítimas e depois cometia abusos sexuais e as mutilava antes de descartar seus corpos em áreas remotas.

Aime foi vista pela última vez saindo de uma festa de Halloween na noite de 31 de outubro de 1974. Testemunhas disseram que ela saiu sozinha e disse às pessoas que ia comprar alguns itens em uma loja de conveniência.

Investigadores afirmam acreditar que Bundy a sequestrou e a manteve viva por dias ou semanas antes de assassiná-la. Quando seu corpo foi encontrado no American Fork Canyon, ela não estava vestida, havia sido amarrada e severamente espancada. Uma meia de náilon que havia sido usada para estrangulá-la foi encontrada nas proximidades.

Na entrevista coletiva desta quarta-feira, Impala relembrou o quanto era próxima de sua irmã. Elas dividiam um quarto e passavam muito tempo juntas, andando a cavalo. Aime era especialmente apegada ao seu cavalo, Arab, e o alimentava com balas de alcaçuz vermelho como petisco. Impala conta que depois que Aime morreu, o cavalo se recusou a comer alcaçuz.

“Eu sei que ela ficaria muito feliz em saber que foi encerrado, e só de saber que Ted Bundy está, tipo, rangendo os dentes no inferno”, disse Impala. “Eu detesto pensar em pessoas fazendo isso. Mas com ele e algumas outras pessoas no mundo, é isso que eles merecem.”

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