João Pessoa recebe concerto da OSPB na quinta-feira (23) dedicado ao Dia Nacional do Choro
Orquestra Sinfônica da Paraíba (Foto: Reprodução/ Secom PB)
por TH+
A Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB) dá continuidade à temporada 2026 com a Série Glauco Andreza, que presta homenagem ao percussionista e baterista paraibano de destaque na música brasileira. O próximo concerto será realizado na quinta-feira, 23 de abril, às 20h30, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa. A apresentação tem entrada gratuita, com distribuição de ingressos a partir das 19h, na bilheteria da rampa 4, limitada a dois por pessoa.
A série sucede a abertura da temporada com a Série Sivuca, realizada no dia 9 de abril, em Itabaiana.
O concerto da quinta-feira será dedicado ao choro, gênero da música popular brasileira que surgiu no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX e que se consolidou como uma das expressões mais tradicionais da cultura musical do país. A apresentação marca a celebração do Dia Nacional do Choro, comemorado em 23 de abril.
Sob regência do maestro Gustavo de Paco de Gea, a noite contará com a participação dos solistas Lucas Andrade (clarinete) e Heleno Feitosa “Costinha” (saxofone), além de músicos convidados da cena paraibana do choro: Potyzinho Lucena (cavaquinho), Eduardo Fiorussi (violão de 7 cordas), Chico Santana (pandeiro) e Mariana Rampazzo (surdo).
O repertório reúne obras de diferentes períodos da música brasileira, começando com “Modinha Imperial”, de Francisco Mignone, seguida por “Paciente”, de Pixinguinha, e pela suíte “Noites Cariocas / 1×0”, de Jacob do Bandolim, Pixinguinha e Benedito Lacerda.
Na sequência, serão executadas três composições de Eduardo Fiorussi: “Choro da Partida”, “Jurassic Polca” e “Já Te Digo”. O programa inclui ainda “Gafieirado”, de Marcelo Vilô, “Pro Paulo”, de Chico Chagas, e encerra com “Assanhado”, de Jacob do Bandolim.
De acordo com o maestro Gustavo de Paco de Gea, o concerto será inteiramente dedicado à música brasileira, em referência ao Dia Nacional do Choro. Ele destacou que o programa começa com uma obra de Francisco Mignone, originalmente composta para piano e posteriormente adaptada para orquestra de cordas, antes de avançar para peças associadas diretamente ao choro.
“Na segunda obra, entramos de fato no universo do choro, com Paciente, de Pixinguinha. É um arranjo de 1949 feito pelo próprio compositor, com uma característica interessante: substitui violas e violoncelos pela família dos saxofones, que era o instrumento do próprio Pixinguinha. Essa peça foi feita para o programa de rádio ‘O Pessoal da Velha Guarda’ e depois, na década de 1970, ganhou destaque como trilha de novela”, explicou o maestro.
Sobre a suíte “Noites Cariocas / 1×0”, o maestro destacou o arranjo que reúne composições de dois importantes nomes do gênero. Ele também mencionou a presença de obras contemporâneas, como “Choro da Partida”, de Eduardo Fiorussi, uma obra recente, do ano de 2023.
“Outra obra contemporânea é Jurassic Polca, também de Eduardo Fiorussi, apresentada em 2024 e agora adaptada para orquestra sinfônica pelo próprio compositor. Teremos também o samba histórico Já Te Digo, de Pixinguinha, composto em 1919 com seu irmão China, em um arranjo recente de Eduardo Fiorussi”, acrescentou Gustavo de Paco.
O encerramento do concerto será com “Assanhado”, um dos choros mais conhecidos de Jacob do Bandolim, em arranjo de Jackson Delano.