Em primeira agenda conjunta com Tarcísio, Flávio Bolsonaro critica atuação de Lula no agro

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Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL) na Agrishow 2026 — Foto: Érico Andrade/g1

Por Rodolfo Tiengo, Helio Carvalho, g1 Ribeirão Preto e Franca

O governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) cumpriram na segunda-feira (27) a primeira agenda de pré-campanha conjunta para as eleições deste ano. A aparição ocorreu na Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, em Ribeirão Preto (SP), que acontece até sexta-feira (1º).

Os dois chegaram no mesmo carro. Durante um discurso aos visitantes da feira, Flávio fez críticas à atuação do presidente Lula (PT) junto ao setor do agronegócio.

“Podem ter a convicção de que, a partir de 2027, o agro vai ser ainda mais valorizado. Vocês não vão ter um governo perseguindo vocês, pelo contrário, vão ter um governo dando a mão para vocês.”

Ainda no discurso, o pré-candidato do PL reforçou que Tarcísio apoiará a candidatura dele.

“Tarcísio vai se comprometer com todas as pautas trazidas aqui. Podem ter a convicção de que, a partir de 2027, o agro vai ser ainda mais valorizado.”

O próprio governador também destacou o apoio a Flávio ao discursar na feira.

“Estar hoje com você é uma forma de homenagear seu pai, de manter aquele legado vivo. Tenho certeza de que você vai honrar muito, Flávio, o legado do seu pai. Você está indo no caminho certo.”

Flávio se tornou a principal aposta da direita, diante da inelegibilidade do pai, Jair Bolsonaro. Na pesquisa Quaest do dia 15 de abril, ele apareceu pela primeira vez numericamente à frente em um eventual 2º turno contra o presidente Lula (PT) nas eleições 2026.

Já Tarcísio, segundo pesquisa Datafolha divulgada no dia 8 de março, lidera todos os cenários testados para o governo de São Paulo no primeiro turno das eleições de 2026.

Além da importância para o agronegócio, em ano eleitoral, políticos se articulam na feira mirando a influência política do setor. Na abertura, no domingo (26), participaram o vice-presidente Geraldo Alckmin, vice na chapa do presidente Lula à reeleição, e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

Críticas ao governo Lula

Durante o evento nesta segunda-feira, Flávio e Tarcísio criticaram reiteradamente a atuação do governo Lula junto ao setor agropecuário. Uma das críticas foi em relação ao anúncio de Alckmin sobre o programa Move Agrícola, com o objetivo de diminuir juros em financiamentos de máquinas agrícolas a partir de um aporte de R$ 10 bilhões do governo federal.

“A gente está vendo o crédito cada vez mais caro, cada vez mais incerto, juros cada vez mais altos. Daí o governo federal vem aqui, anunciou R$ 10 bilhões, que o próprio setor classificou aquilo como um não anúncio, e é um não anúncio mesmo, porque quais são as condições, qual é a taxa, quando vai estar disponível?”, questionou Tarcísio.

As críticas ao programa foram enfatizadas também por Flávio.

“Onde já se viu abrir um financiamento agora de R$ 10 bilhões para comprar maquinário só? Ele [Lula] não entende que é um setor que está altamente endividado”, disse.

Além disso, o novo Plano Safra e a elevação na taxa de juros foram outros pontos abordados pelos pré-candidatos. Diante de entidades que representam o agronegócio e produtores rurais, Flávio Bolsonaro chegou a afirmar que o governo federal trata o setor como “lixo”.

“Primeiro que tem que tratar o agro com respeito. Não pode o governo federal asfixiar o agro, tratar o agro como se fosse vilão, o agro é a solução. É dar visibilidade para o Plano Safra, reposicionar as linhas de crédito, que acabaram, a juros completamente absurdos, em alguns casos, os produtores rurais estão tomando juros a 25% ao ano, isso é impagável.”

O pré-candidato do PL ainda considerou que o governo Lula age com imprevisibilidade ao citar os impostos.

“O governo que é imprevisível. A todo momento, aumenta a carga tributária, cria um imposto novo para gastar mais, a taxa de juro estratosférica, de 15% ao ano, quase a maior do mundo. Com o presidente Bolsonaro, nós chegamos a ter uma taxa de 2% ao ano. O agro respirava, todo mundo podia tomar financiamento para fazer os seus empreendimentos, não apenas na parte do agro ou da pecuária.”

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