Nicolas Prattes fala da influência do espiritismo em sua vida: ‘Cresci ouvindo sobre isso’
Estrelado por Nicolas Prattes, o filme 'O Advogado de Deus' chegou aos cinemas no dia 16 - Ique Esteves/Divulgação
por F5
Acostumado a personagens intensos na TV, Nicolas Prattes encara um desafio diferente nas telonas: um drama espiritual que mistura passado, presente e questões existenciais. Em “O Advogado de Deus”, que chegou aos cinemas no dia 16, o ator mergulha em um universo onde fé, reencarnação e relações humanas se cruzam —e assume, também, uma conexão pessoal com o tema.
“Eu já entendi que a minha missão é contar histórias”, diz ele, ao comentar o envolvimento com o longa dirigido por Wagner de Assis, conhecido por sucessos do cinema espírita como “Nosso Lar”.
Baseado na obra de Zibia Gasparetto, o novo filme acompanha Daniel —personagem de Prattes—, um homem dividido entre o mundo material e o espiritual. Ao longo da trama, ele se vê envolvido em conflitos que atravessam diferentes vidas, enquanto tenta compreender seu papel diante de situações marcadas por injustiça, culpa e redenção.
A narrativa aposta em temas universais —e é justamente aí que o cineasta diz encontrar o equilíbrio. “A gente não está falando de religião, mas de ideias que são universais”, afirma. “Questões como o que acontece depois da morte ou se existe reencarnação interessam a todos, independentemente da crença.”
O longa amplia a tradição do cinema espírita no Brasil, que já levou milhões aos cinemas com títulos como “Chico Xavier” e “Ninguém É de Ninguém”. Segundo o diretor, o foco continua sendo contar uma boa história. “A busca é sempre por emoção, reflexão e entretenimento. A pessoa precisa sair da sala tocada de alguma forma.”
Além de Prattes, o elenco reúne nomes como Beth Goulart, Lorena Comparato e Danilo Mesquita. Beth, por exemplo, vê no filme uma oportunidade de provocar. “É uma história que faz as pessoas pensarem sobre a própria vida”, avalia. “Esse é o maior valor dela.”
Comparato também fala sobre o impacto do projeto em sua trajetória. “Eu sentia que estava no lugar certo, na hora certa. Foi um encontro muito forte, não só profissional, mas pessoal com o roteiro”, afirma.
Para Prattes, o envolvimento vai além da atuação. O ator relembra a influência familiar e a relação com a espiritualidade. “Meu pai é espírita, então eu cresci ouvindo sobre isso”, diz. “Fazer esse filme também teve um significado pessoal muito grande.”
No centro da história está justamente essa dualidade: um personagem que transita entre o visível e o invisível, lidando com emoções que nem sempre consegue explicar. “Daniel sente muita coisa ao mesmo tempo. Não é simples viver entre esses dois mundos”, diz o ator sobre seu personagem.
Ao adaptar a obra literária para o cinema, Wagner de Assis explica que enfrentou o desafio de traduzir uma narrativa complexa para a linguagem audiovisual. “A literatura da Zíbia trabalha muito com essa relação entre passado e presente. A ideia é mostrar que o passado está sempre presente na nossa vida.”