Com tensão no Oriente Médio e alta do petróleo, governo sobe estimativa de inflação para 4,5% neste ano, no limite da meta

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Embarcações no estreito de Hormuz, perto do Irã - Amirhosein Khorgooi - 4.mai.26/via Reuters

O governo elevou na segunda-feira (18) a sua estimativa para a inflação oficial deste ano de 3,7% para 4,5%.

A informação consta no Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera nesta segunda acima de US$ 110 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

“A perspectiva de maior inflação no ano reflete, principalmente, desdobramentos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e seus derivados. Contudo, as projeções também consideram que parte do impacto do choque nos preços do petróleo será contrabalanceada pelos efeitos do real mais apreciado, e por medidas mitigatórias adotadas pelo Governo Federal para conter o repasse do aumento dos combustíveis no mercado doméstico”, informou o Ministério da Fazenda.

  • Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.
  • Em 4,5% para este ano, portanto, a projeção do mercado financeiro no limite do sistema de metas – que é de 4,5%.
  • Os economistas do mercado financeiro, porém, estimam que a inflação será mais alta neste ano: 4,92%.

Crescimento econômico

O Ministério da Fazenda manteve em 2,3% sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Se confirmada, será a mesma taxa de crescimento registrada em 2025.

“No primeiro trimestre, a projeção agregada também foi preservada, embora com alterações de composição: a indústria passou a contribuir menos, os serviços ganharam participação e a agropecuária manteve sua contribuição em relação à projeção anterior. Nos trimestres intermediários, o ritmo de crescimento deverá recuar, refletindo os efeitos defasados da política monetária restritiva, com recuperação prevista apenas no quarto trimestre, à medida que a indústria ganhe tração”, avaliou a Secretaria de Política Econômica.

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