Participantes de reality dizem que foram estupradas em gravações

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Cena do programa 'Married at First Sight' - Divulgação

por Folha de S.Paulo

As acusações de estupro e abuso sexual envolvendo participantes do reality “Married at First Sight UK”, do Channel 4, foram consideradas “graves” pelo governo britânico. O ministro da Segurança britânico, Dan Jarvis, disse considerar altamente provável que o caso resulte em uma investigação policial.

A informação vem na esteira de relatos de violência revelados por uma investigação da BBC, que também resultou na retirada de episódios e a suspensão de um patrocínio comercial da operadora de turismo Tui.

Segundo o veículo, duas mulheres disseram ter sido estupradas durante o reality, e uma terceira afirmou ter sofrido ato sexual não consentido. “Married at First Sight” reúne pessoas que aceitam se casar com desconhecidos e, semanas depois, devem escolher entre permanecer juntas ou se separar

Diante da situação, o Departamento de Cultura, Mídia e Esporte do Reino Unido (DCMS) disse que deve haver consequências em casos de “criminalidades ou irregularidades”, e a Ofcom, órgão regulador das comunicações no país, afirmou que as emissoras devem adotar medidas para garantir o bem-estar dos participantes de suas atrações.

O Channel 4 disse ter pedido uma revisão externa sobre o bem-estar dos membros de “Married at First Sight”, decisão que, segundo o comunicado emitido, teria sido tomada já no mês passado, “após ser apresentado a graves alegações de irregularidades”.

A defesa da CPL, produtora responsável pela versão britânica do reality, disse ainda que a empresa é referência no setor em termos de segurança.

Segundo Priya Dogra, diretora executiva do Channel 4, os acusados contestam as acusações feitas pelas participantes. Ela se recusou a comentar um possível pedido de desculpas público às envolvidas. A BBC ainda diz que Alex Mahon, que atuou como diretora executiva do canal de 2017 a 2025, deverá prestar esclarecimentos ao DCMS, que afirmou que o formato da atração envolve um “elemento de risco”.

Presidente do DCMS, Caroline Dinenage, disse que “o programa praticamente espera e prevê que pessoas que acabaram de se conhecer precisem se tornar muito íntimas.” “Elas devem compartilhar uma cama e uma vida juntas poucos minutos após se conhecerem, quase parece um acidente prestes a acontecer.”

A BBC afirma também que a emissora já tinha conhecimento de parte das acusações antes da exibição dos episódios em questão, que permaneceram no ar até a sua retirada.

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