Parte de cânion desaba sobre turistas em Capitólio (MG) e mata ao menos sete; veja vídeos

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Foto: Reprodução

Uma estrutura rochosa atingiu quatro lanchas na região dos cânions da cidade de Capitólio, a 293 km de Belo Horizonte, no começo da tarde de sábado, 8. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais (CBMMG) confirmou sete mortos e 32 feridos no desastre até agora.

São estimados ao menos 3 desaparecidos – no início, os bombeiros chegaram a divulgar 20 desaparecidos, mas depois atualizaram os dados. As buscas com os mergulhadores foram suspensas durante a noite de sábado. Segundo informações do governo de Minas Gerais divulgadas neste domingo, 9, as buscas “foram interrompidas apenas com o trabalho dos mergulhadores, por segurança, devido à baixa visibilidade na noite de sábado, mas a ação já foi retomada nas primeiras horas deste domingo”.

Conforme últimas atualizações do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, as operações foram retomadas as 5 horas da manhã. Ao todo, 50 militares, entre bombeiros militares e militares da Marinha do Brasil (MB), e 11 mergulhadores, especialistas nesse tipo de operação, participam dos trabalhos. “4 lanchas e 3 motos aquáticas da MB e do CBMMG foram lançadas no local de busca já delimitado, além do apoio de 7 viaturas”, disse, em nota.

De acordo com boletim da corporação divulgado na noite de sábado, as sete vítimas fatais e os três desaparecidos estavam na lancha chamada Jesus, uma das quatro impactadas pelo desprendimento da rocha. Os feridos das outras três embarcações já foram resgatados e conduzidos para unidades hospitalares da região, a maior parte já recebereu alta. No momento, o foco é nas três pessoas que continuam desaparecidas.

A Marinha do Brasil deve instaurar um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.

Além disso, para agilizar a identificação dos corpos, a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais informou que, a partir deste domingo, passou a contar com apoio oferecido pela Polícia Federal. “Temos mantido permanente interação com representantes da Marinha do Brasil, do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Militar, da Defesa Civil e do Poder Público Municipal para execução dos trabalhos de responsabilidade e com competência da polícia judiciária, sobretudo com vistas a oferecer informações e atendimento aos familiares e amigos das vítimas. Os trabalhos da Polícia Civil continuam de forma ininterrupta para identificação das vítimas e liberação dos corpos”, disse por meio de redes sociais.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, houve um deslocamento de pedra. Anteriormente, a corporação apurava a relação da tragédia com uma tromba d’água. Desde ontem havia ocorrência de trombas d’água nas cachoeiras que desaguam no Lago de Furnas, e a Defesa Civil de Minas Gerais emitiu um alerta às 10h22 de sábado para a população evitá-las durante as chuvas. A região é chamada pelos operadores náuticos de “Mar de Minas” e, no local onde as lanchas atracam, os turistas podem tomar banho e se aproximar das cachoeiras no cânion.

 

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