Novak Djokovic:. Foto: Divulgação
Campeões que não sabem se comportar são ídolos de barro. Embora tenha inúmeros apoiadores pelo mundo, especialmente na Sérvia, a atitude de Djokovic revoltou os australianos. Cerca de 90% da população do país com mais de 16 anos já tomou as duas doses da vacina e Melbourne teve o lockdown mais longo do mundo, além de enfrentar neste momento um surto da variante Ômicron. O tenista, porém, para conseguir viajar para a cidade alegou que conseguiu uma dispensa especial da vacinação e argumentou que havia sido infectado pela Covid-19 em dezembro e se recuperado. O governo da Austrália não reconheceu a tal dispensa e questionou sua validade. O próprio Djokovic não conseguiu justificar a isenção, que parece um engodo. Para as autoridades locais, ele não conseguiu mostrar “evidências adequadas para atender aos requisitos de entrada no país”.
Posteriormente, a decisão foi revertida pela Justiça. Mas não se espere uma mudança de atitude de Djokovic. Seu negócio é menosprezar a pandemia e seus efeitos nefastos na saúde da população mundial. Conseguiu a liberação para entrar no país só porque o campeonato não pode prescindir de uma de suas maiores estrelas e permanente candidato ao título. Sua ausência “enfraqueceria” a disputa. O problema é que o magistral desempenho esportivo de Djokovic contrasta com sua mentalidade retrógrada. Embora tenha vencido a batalha judicial, mais uma vez ele perde a batalha moral. Mesmo que seja campeão do Alberto da Austrália, algo bem possível, o que vai ficar na lembrança de todos é sua atitude egoísta e mesquinha.