Prefeitura propõe auxílio de R$ 350 durante 2 anos para famílias que ocuparam prédio no Centro de João Pessoa

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Ocupação acontece no Edifício Nações Unidas, no Centro de João Pessoa — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

As famílias que ocuparam o edifício Nações Unidas, no Centro de João Pessoa, devem receber um auxílio financeiro no valor de R$ 350 durante 2 anos. A proposta foi definida durante uma reunião, que aconteceu nesta quarta-feira (6), entre a Secretaria Municipal de Habitação Social (Semhab), órgão da Prefeitura, e o Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas (MLB), que representa os moradores.

De acordo com Socorro Gadelha, secretária à frente da Semhab, além do auxílio, cerca de 70 pessoas que ocuparam o prédio, entre crianças, jovens, adultos e idosos, devem ser inseridos no Programa Habitacional da Prefeitura de João Pessoa, que hoje tem dois residenciais em construção, com previsão de entrega para dois anos.

O benefício financeiro, no entanto, só será concedido após aprovação da Secretaria de Desenvolvimento Social, que é o setor responsável por ordenar despesas neste sentido.

O MLB afirmou que vai aguardar a confirmação do órgão municipal para avaliar a proposta em assembleia com as famílias.

A ocupação

Na madrugada da última terça-feira (5), famílias do Movimento de Luta nos Bairros (MLB) ocuparam o edifício Nações Unidas, no Centro de João Pessoa. Cerca de 70 pessoas, de todas as faixas etárias, ocuparam os primeiros três pavimentos do prédio.

O edifício é um antigo empresarial, desapropriado pela prefeitura de João Pessoa e fechado há alguns anos.

Segundo Joyce Talita, coordenadora do movimento, o objetivo é ocupar o espaço até que ele seja destinado efetivamente à moradia das famílias ou até que um outro espaço seja cedido para as famílias, garantindo o “direito de morar dignamente”.

Após a situação, a prefeitura pediu a desocupação do imóvel. O motivo, segundo a secretaria de habitação de João Pessoa, está no laudo da Defesa Civil Municipal, de fevereiro de 2022.

O documento informa que a equipe identificou pisos danificados e infiltrações em todos os andares. Na área externa, foi detectado comprometimento da estrutura de aço, que estava enferrujada.

O ponto mais crítico está em parte da laje da cobertura, no quarto andar, que está cedendo e já precisou ser escorada.

No entanto, as famílias permanecem no local até que uma posição seja dada pela Secretaria de Desenvolvimento Social.

A Defesa Civil informou que, em caso de desmoronamento da estrutura, outras, abaixo, também podem colapsar.

O risco foi informado aos ocupantes. O coordenador estaudal do MLB diz que apenas os três primeiros andares foram ocupados e que o movimento também avaliou o imóvel, não identificando os mesmos riscos da Defesa Civil.

Reunião entre a Secretaria Municipal de Habitação Social (Sehmab) e o Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas (MLB) — Foto: Semhab/Divulgação
Reunião entre a Secretaria Municipal de Habitação Social (Sehmab) e o Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas (MLB) — Foto: Semhab/Divulgação

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