Caso Mariana Thomaz: acusado vai a júri popular por feminicídio e estupro, em João Pessoa
Johannes Dudeck, suspeito de matar a estudante de medicina Mariana Thomaz, em João Pessoa — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
O empresário Johannes Dudeck, acusado de matar a estudante Mariana Thomaz, no dia 12 de março de 2022, vai a júri popular por feminicídio e estupro. A informação foi confirmada ao g1 pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB).
A data do júri ainda não foi divulgada. A audiência de instrução aconteceu nos dias 13 e 20 de maio, de forma semipresencial, no Forúm Criminal de João Pessoa e por videoconferência.
No dia 13, foram ouvidas testemunhas de defesa e acusação. Johannes Dudeck foi ouvido no dia 20 de maio, ocasião em que ele refutou acusação de estupro. No depoimento, ele alegou que, antes da morte da estudante, houve a prática do “sexo não convencional”.
Denunciado por estupro e feminicídio da estudante Mariana Thomaz, Johannes Dudeck está preso desde o dia do crime, ocorrido no dia 12 de março, na capital paraibana.
Entenda o caso

O corpo de Mariana foi encontrado no dia 12 de março de 2022, após a polícia receber uma ligação do acusado Johannes Dudeck, informando que Mariana estava tendo convulsões. A investigação observou sinais de esganaduras, então Johannes foi preso no local e encaminhado para um presídio especial de João Pessoa.
O relatório final do inquérito indicou os crimes de feminicídio e estupro, conforme informações obtidas do laudo tanatoscópico do Instituto de Polícia Científica (IPC), exame feito para comprovar a existência de violência sexual.
O empresário já tem um histórico de processos tanto na esfera criminal quanto na cível, conforme consulta feita pelo g1 nos sistemas públicos do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Entre os casos, vários processos administrativos envolvendo empresas dele e também casos de ameaça, lesão corporal e violência contra a mulher.
A jovem, de 25 anos, era natural do Ceará e estava na Paraíba para cursar a graduação de medicina.
Lei de proteção às mulheres é sancionada
Foi sancionada no dia 19 de maio a Lei Mariana Thomaz, que facilita a divulgação, por parte das instituições de assistência e proteção à mulher, dos locais onde podem ser consultados os antecedentes criminais de terceiros. A lei foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e começa a vale a partir de 90 dias.
A lei estabelece que as instituições estaduais direcionadas à assistência e acompanhamento às mulheres devem promover, em seus espaços e materiais próprios, a divulgação dos sites e demais locais de consulta sobre os antecedentes criminais de terceiros.